Segurança no foco das eleições

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A repercussão negativa dos números de segurança pública em Santa Catarina nos últimos dois anos colocaram o tema em evidência no Estado. Com a sensação de insegurança em curva ascendente, o assunto deve pautar os debates eleitorais na disputa pelo governo estadual que ocorre em outubro deste ano. O pré-candidato Gelson Merisio (PSD) foca nisso desde o final de 2017. Promete dar prioridade à área. Na mesma linha segue o vice-governador Eduardo Pinho Moreira (PMDB). Ele assume o comando do governo a partir de fevereiro, com a saída de Raimundo Colombo (PSD) para concorrer ao Senador.

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Outra demonstração da importância do tema para a próxima eleição está no surgimento de nomes do setor para candidaturas a diferentes cargos. O mais recente a demonstrar interesse em ser deputado federal foi o secretário de Segurança Pública do Estado, Cesar Grubba. Ele deve se filiar ao PSD e seguir a carreira política feita pelo pai, Waldemar Grubba, ex-deputado estadual e federal e ex-prefeito de Jaraguá do Sul. A substituição de Grubba ficará a cargo de Pinho Moreira até o começo de fevereiro. Há uma tese nos bastidores que defende a promoção do secretário-adjunto da pasta, o delegado Aldo Pinheiro D’Ávila. O peemedebista, em entrevista à coluna, prometeu uma escolha técnica.

O comandante-geral da Polícia Militar (PM), coronel Paulo Henrique Hemm, prepara-se para disputar uma vaga de deputado estadual. Em seu lugar três nomes despontam para o comando da PM: os coronéis Araújo Gomes, Cosme Monique Barreto e José Norberto de Souza Filho.

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A terceira pessoa da área com intenções políticas é o do delegado Ulisses Gabriel, presidente da Associação Catarinense de Delegados (Adepol). Por fim, o defensor público-geral, Ralf Zimmer, surge como outro nome vinculado ao setor que deve concorrer. São pelo menos cinco autoridades da área com cargos de nível estadual com pretensões a partir de seus trabalhos na segurança. Se fizeram ou não um bom trabalho, a resposta deve vir nas urnas.

Pretensões políticas

A saída de Grubba surpreendeu o vice-governador. Segundo ele, a pasta não pode ter vinculações políticas:

— Essa é a uma área que não tem interferência política, por isso me surpreende a candidatura do secretário Grubba. É uma área bastante sensível, então precisa ser alguém que entenda bastante do setor — comentou sobre o futuro secretário.

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Moreira vê a decisão de Grubba como “válida” e acredita que o secretário “deve ter tomado gosto pela vida pública”. O vice-governador ainda criticou quem utiliza as instituições de segurança pública como “trampolim político”.