STF nega anulação de júri de ex-PM condenado por matar surfista Ricardinho

Compartilhe:

O ex-PM ficou mais de dois anos preso no mesmo batalhão onde trabalhava antes de cometer o crime; Justiça negou que ele volte a cumprir pena fora de um presídio comum(Foto: Charles Guerra/ Arquivo)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou o pedido de habeas corpus da defesa do ex-policial militar Luis Paulo Mota Brentano, condenado em primeira e segunda instâncias pela morte do ex-surfista Ricardinho, na Guarda do Embaú, em Palhoça.

Continua após a publicidade

O advogado do réu, Leandro Gornicki Nunes, tentava anular o júri popular ocorrido em dezembro de 16 anos que condenou Mota a 22 anos de prisão. A defesa se utilizou do argumento de que a repercussão midiática do caso influenciou na decisão por eventual imparcialidade dos jurados. Nunes chegou a tentar que o júri não fosse feito em Palhoça, o que foi negado pela Justiça.

Ao negar o pedido, o ministro do STF justificou, entre outros argumentos, que a corte já decidiu que “a rotineira veiculação de notícias sobre fatos criminosos por intermédio da imprensa, sobretudo com as facilidades atuais de propagação da notícia, não é capaz de, somente pela notoriedade assumida pelo caso, tornar o corpo de jurados tendencioso, mas decorre de situações concretas extremamente anormais".

Continua após a publicidade

Para Moraes, "no presente caso, as instâncias ordinárias assentaram não haver demonstração da alegada parcialidade dos jurados, seja em decorrência da repercussão midiática, seja pela comoção social que o crime gerou na comarca".