TRF4 concede liberdade a ex-deputado preso em operação da PF de Santa Catarina

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Deputado Indio da Costa (RJ) (Foto: Cláudio Araújo)

O desembargador João Pedro Gebran Neto, integrante da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), concedeu liminar nesta quinta-feira para a liberdade do ex-deputado federal pelo Rio de Janeiro e candidato a vice-presidente da República em 2010, Indio da Costa. Ele estava preso desde sexta-feira passada dentro da operação Postal OFF, feita pela Polícia Federal de Santa Catarina para investigar irregularidades dentro dos Correios. A decisão em primeira instância foi dada pela 7ª Vara Federal em Florianópolis.

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A defesa de Costa, comandada pelo catarinense Marlon Bertol, alega que a prisão do ex-parlamentar foi ilegal. Em sua decisão, Gebran Neto determinou fiança de 200 salários mínimos, além de cautelares como proibição de comunicação com os demais investigados na operação. Segundo o desembargador "a prisão preventiva decretada baseou-se em argumentos genéricos como a 'grande potencialidade lesiva da conduta supostamente praticada e seus nefastos reflexos sociais, havendo, ainda, suspeitas de reiteração da prática delitiva', deixando de apresentar, de forma objetiva, indicativos de que, caso o paciente fosse colocado em liberdade, colocaria em risco a ordem pública ou mesmo a aplicação penal".

Investigação começou em SC

O primeiro indício de crime da operação foi encontrado em Santa Catarina dando início à investigação em novembro de 2018, segundo a PF. Evidências teriam apontado para a atuação de grupos localizados em São Paulo e no Rio de Janeiro que contavam com a participação de funcionários dos Correios. De acordo com a Polícia Federal, grandes cargas postais dos clientes da estatal eram distribuídas no fluxo postal sem faturamento ou com faturamento muito inferior ao real.

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“Uma das principais modalidades de fraude acontecia mediante identificação de grandes clientes dos Correios, os quais eram procurados pelos investigados com a oferta de que rompessem seus contratos com a referida empresa pública e passassem a ter suas encomendas postadas por meio de contratos mantidos entre as empresas do grupo criminoso e a EBCT”, explicou a PF por meio de nota.

Os suspeitos poderão responder pelos crimes de corrupção passiva e ativa, concussão, estelionato, crimes tributários, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa.

Em nota, os Correios afirmam que estão colaborando plenamente com as autoridades. "A empresa permanecerá contribuindo com as investigações para a apuração dos fatos. Os Correios reafirmam o seu compromisso com a ética, a integridade e a transparência", afirmou a empresa.