O último debate entre os candidatos ao Senado em Santa Catarina nesta eleição de 2026 resumiu a campanha em busca das duas vagas em jogo. Assim como foram os demais encontros, os conflitos apareceram entre as candidaturas de diferentes espectros ideológicos. Da mesma forma, os dois candidatos do PL não apareceram. Ao longo da campanha, tanto Carol de Toni (PL) como Carlos Bolsonaro (PL) não foram a debates.
A ausência de Carol no debate da NSC TV, nesta sexta-feira (25), aliás, rendeu a ela a perda de um apoiador entre os próprios candidaturas. Jeferson Rocha (PRD), que no começo da campanha eleitoral pediu o segundo voto dele a Carol, mudou de planos. Ele se disse incomodado com as ausências da candidata nos debates. Por isso, nas considerações finais, pediu o segundo dele para Esperidião Amin (PP).
Nas duas pesquisas Quaest, Jeferson não aparece em destaque. Na primeira, teve 1%. Na segunda, não pontuou. Ou seja, o apoio dele não representa uma perda comprovadamente considerável para a deputada federal. Entretanto, em uma eleição onde a expectativa é de um quadro apatetado na disputa pelas duas vagas, todo apoio importa.
Amin, por sua vez, evitou disparar contra os adversários. Teve um embate com Afrânio Boppré (PSOL) que resumiu, como destacado no começo do texto, os principais confrontos dos debates anteriores. Os dois discutiram por motivos ideológicos, com o foco no banco Master. Foi o ponto alto do debate.
No restante, o roteiro se repetiu como num resumo da campanha eleitoral. Os dois candidatos do PL isolados, apostando nas ausências e no voto casado ao governador Jorginho Mello, enquanto os demais buscando a maior exposição possível e os conflitos/pautas que lhes foram mais convenientes.
