Uma eleição que vai estabelecer a ordem política de SC até 2030

O 4 de outubro definirá o peso político de cada partido no Estado

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(Foto: Arquivo NSC)

A eleição em Santa Catarina, mais do que definir os ocupantes dos cargos, também vai estabelecer a ordem política catarinense pelos próximos anos. Por mais óbvio que isso possa parecer, é um dos principais fatores em jogo para o ambiente político do Estado: quem dará as cartas com mais facilidade, tanto nas eleições municipais quanto, em 2030, nas próximas eleições gerais.

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Em todos os cargos em disputa, há cenários que pesam. Na Alesc, o tamanho das bancadas será fundamental já no curto prazo, quando ocorre a definição da presidência da Assembleia Legislativa, um dos postos mais importantes e cobiçados nos arranjos políticos pós-eleição. Por isso, ter as maiores bancadas contribui significativamente nas negociações.

Na Câmara dos Deputados, o peso dos eleitos e das bancadas repercute em dois níveis. O primeiro é local: a influência do tamanho das siglas no recorte catarinense.

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O segundo é nacional, pois as Executivas Nacionais se preocupam (e muito) com o número de cadeiras de deputados federais. Algo semelhante ocorre no Senado, onde os olhares nacionais também pesam bastante. Como cada Estado tem três vagas e duas estão em disputa neste ano, o quadro desperta ainda mais atenção. E, em Santa Catarina, onde a corrida está bastante apertada, há ainda mais atenção com os resultados.

Por fim, o comando do Estado, dentro dos níveis locais, é o que atrai mais atenção e também tem maior relevância para o jogo dos próximos anos. Daqui a dois anos, o cidadão volta às urnas para as eleições municipais, e o governador eleito terá peso grande na formação dos grupos políticos que disputarão as prefeituras.