Vendas em supermercados e hipermercados de SC têm o maior crescimento do país

Crescimento no Estado foi nove vezes maior do que no restante do país

Compartilhe:

(Foto: Arquivo NSC)

A Pesquisa Mensal do Comércio, do IBGE, revelou que, no primeiro trimestre de 2025, Santa Catarina foi o Estado que mais apresentou crescimento em vendas de supermercados e hipermercados no país. O Estado também lidera o aumento das vendas de produtos de uso pessoal e doméstico. Os dados analisados pela Federação das Associações Empresariais (FACISC) mostram que o desempenho é reflexo da manutenção do poder de compra dos catarinenses neste ano, apesar das expectativas de desaceleração da economia brasileira.

Continua após a publicidade

Entre na comunidade exclusiva de colunistas do NSC Total

No primeiro trimestre do ano, o crescimento catarinense das vendas em supermercados e hipermercados foi de 6,5%, enquanto a média brasileira de crescimento foi de 0,7%. Ou seja: o crescimento no Estado foi nove vezes maior do que no restante do país. Já o aumento nas vendas de artigos de uso pessoal e doméstico, que abrangem também lojas de departamento, foi de 17,2% em SC, sendo que a média nacional ficou estável em 0,1%.

Continua após a publicidade

– Mais uma vez, fica demonstrado o protagonismo de Santa Catarina frente ao crescimento econômico no país. As empresas catarinenses seguem crescendo e contratando, o que reflete no poder de compra das pessoas, que acabam comprando mais do que o básico. Elas têm investido mais também em si mesmas, com produtos que melhorem sua auto estima, como xampus, sabonetes e hidratantes corporais, e de utensílios para uso doméstico, para dar mais conforto, higiene e comodidade, e no conforto dos seus lares, comprando itens como utensílios domésticos – avalia o presidente da FACISC, Elson Otto.

-A manutenção do poder de compra é reflexo do dinamismo do mercado de trabalho formal e da alta taxa de formalidade na economia catarinense, que é a maior do país, de acordo com a economista do Centro de Inteligência e Estratégia da FACISC, Mariana Guedes.

– Estes fatores colaboram para que o rendimento médio do catarinense se mantenha acima da média brasileira. Assim, os catarinenses seguem comprando, as vendas aumentam e a economia se mantém aquecida – pontua a economista.