O governador Jorginho Mello (PL) tem demonstrado bastante otimismo nos discursos sobre o projeto de voos regionais que pretende implantar em Santa Catarina. Ele chegou a cogitar uma estatal mista, com participação do governo estadual e da empresa escolhida para a operação. Na prática, os rumos ainda estão sendo definidos e não devem passar por esse modelo estatal. Até a metade deste mês, o grupo de trabalho responsável pelo projeto entregará um relatório ao governador. Tudo que envolve o projeto dos voos regionais no governo, portanto, se divide entre aquilo que é sonhado por Jorginho e o que é efetivamente possível de ocorrer.
Quatro empresas brasileiras apresentaram propostas ao grupo de trabalho, sendo que uma delas opera com aviões chineses. A ideia inicial do governador é utilizar os 12 aeroportos regionais do Estado. Um dos maiores desafios, porém, será viabilizar o modelo “pinga-pinga” — com pousos e decolagens sucessivos em diferentes aeroportos — considerado de difícil execução devido ao alto custo operacional para as empresas.
Veja fotos de aeroportos regionais de SC
Dificilmente o sonho do governador sairá do papel como ele planejou. Nas entrevistas pelo Estado, Jorginho desenha um cenário, mas ele ainda não se concretizou nas conversas técnicas, justamente porque o custo torna-se alto e inviável para quem vai operacionalizar o sistema
Este mês de setembro será decisivo, com a apresentação do relatório final e o “choque de realidade” que o governo deve receber. Aproveitar os aeroportos regionais pode até ser o ideal, mas ainda o lado econômico vai pesar na calculadora e nos sonhos do Estado.





