A sorte que tivemos

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Maria Claudia, que nesta terça-feira (09) viajou para Amsterdã, onde vai ficar trabalhando num hostel até que as coisas melhorem por aqui, com o Lenny, logo depois do resgate que salvou o gatinho que a família adotou. (Foto: Vivi Rebelo / Divulgação)

Nunca tivemos animais em casa, a não ser os pássaros do meu pai, quando éramos pequenos, em Coqueiros. Gatos e cachorros, não. Até que apareceu esse ser necessitando urgentes socorros, carinho e uma família. Minha filha, Maria Cláudia, a primeira das três Marias (foto), não teve – e pelo jeito não vai ter filhos –, mas tinha um gato que tratava como um.

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E quando estávamos gostando da nova companhia, o gato da Maria morreu. Acho que de velhice. No ano passado, durante aquelas fortes chuvas de verão, Maria caminhando por Jurerê, escutou no meio do mato um som diferente. Foi se aproximando encontrou, pedindo socorro, todo ferido, um gatinho recém-nascido, à beira da morte.

Dois dias depois, o vi em casa, escondida, dando-lhe remédio na mamadeira, e me aproximei para saber o que se passava. Nervosa, abriu o jogo. Não pensei duas vezes. Levei-o para o hospital veterinário de Jurerê, onde a primeira avaliação indicava o pior: amputação da patinha traseira.

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Deixamos o gatinho hospitalizado por uma semana, com visitas diárias. Salvamos sua perninha e, quando nos via nas visitas, sentíamos que mudava. Queria andar, mesmo mancando, para mostrar que estava bom e não iria incomodar. Teve alta, paguei uma conta de R$ 4 mil, assustado, claro, mas saímos festejando, com casinha de pano, brinquedos, coisas de gato e cachorros, vendidas no próprio hospital. 

Meses depois, Lenny Nill, o nome que ganhou, chegou mancando, quieto: o levamos de novo para o hospital, que diagnosticou fratura feia no quadril, provavelmente atropelado numa de suas fugidinhas pelo jardim da casa. Todo quebrado. O hospital chegou a mandar buscar um cirurgião em Balneário Camboriú. 

Outro susto: conta de R$ 5 mil. Hospital luxuoso. Melhor do que muitos que atendem pessoas. O gato está custando caro, mas está valendo a pena. Lenny voltou para casa, só que mancando até hoje. Gatinho sofredor, guerreiro e agora da nossa família. No meu aniversário, terça-feira passada, quando abri a porta do quarto, ao acordar, Lenny estava deitado, me esperando. Dormiu ali. E não me largou um minuto. Educado, bonito, carinhoso, brincalhão, Lenny Nill mudou nossas vidas.

E me ensinou a amá-lo, tanto quanto as pessoas da casa. E, quero crer, a recíproca é verdadeira. Não me chamem de maluco, mas hoje vou ler em voz alta essa nota para ele.

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Máquinas de costura

Angelo Spricigo, de Concórdia, que vai completar 104 anos no próximo dia 24, possuí a maior coleção de máquinas de costura do Brasil, certificada pela empresa Rank Brasil. Hoje, o Museu Angelo Spricigo tem em seu acervo mais de 1,7 mil máquinas de costura, com mais de 190 marcas diferentes, fabricadas em diversos países. No próximo sábado, será o lançamento do Rumo aos 104, projeto artístico e cultural para comemorar os seis anos do Museu e os 104 anos do rei das máquinas de costura.

Não deu outra

Constatação: a intenção de construir um Elevado no Rio Tavares, para diminuir o desconforto dos motoristas que transitam pelo Sul da Ilha, era a melhor possível. No entanto, duas semanas após inaugurada a obra, que custou R$ 29 milhões, só funciona quando não há intenso movimento no local. Faltam os acessos viários.

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No rancho

Chef André Vasconcelos comanda a mesa do Gastronômade, edição Santa Catarina, que acontecerá neste sábado no sítio “A Jardineira”, em Rancho Queimado. Os famosos presuntos Pata Negra, produzidos pela Duca Charcutaria de Floripa, também fará parte do menu, assim como os azeites de oliva e a botarga, também produzidos na nossa região.

Sonho

Simphonia WOA, condomínio de alto padrão na Beira-Mar Norte, da Woa Empreendimentos Imobiliários, é o novo sonho de consumo dos riquinhos da cidade. Te cuida, La Perle.