Nelson Motta em Floripa

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Cacau e Nelson Motta em Floripa no Ginga Brasil, primeira visita do jornalista a Floripa. (Foto: Marco Cezar / Divulgação)

No mês que Cacau e o Jornal do Almoço comemoram 40 anos no ar, vale recordar esse  primeiro de muitos encontros com meu guru Nelson Motta, na época Nelsinho. Fui apaixonado por ele desde o Sábado Som na Globo e muitas vezes estivemos juntos, aqui em Floripa foram pelo menos umas dez. 

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Muitas também no Rio, no seu Noites Cariocas no bondinho do Pão de Açúcar as melhores. E  também em algumas Copas do Mundo, a mais intensa delas nos EUA. Verão, San Francisco, Los Angeles, Los Gatos, San José… Jeep, Suzuki conversível, cabelos aos ventos, J.J. Cale tocando sem parar nas idas e vindas para North Beach. Na Copa da Espanha também fizemos altas. Inclusive no show dos Rolling Stones em Madrid, na véspera a final com a Itália campeã.

O show que eu iria ver seria em Barcelona, onde fomos eliminados pela Itália. Mas foi cancelado pelo prefeito. Segurança. Troquei o meu ingresso para Madrid e ainda comprei mais dois que dei de presente para o Nelsinho e sua mulher, atriz Marília Pêra. 

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Em 1980, um ano depois de entrar na TV, a Alpargatas estava fazendo em várias capitais do País um evento musical, chamado para a Ginga Brasil, e me chamaram para fazer o de Floripa. Escolhi o aterro da Baia Sul, bem perto do centro, com o mar atrás e a Praça XV na frente, e eles trouxeram os artistas, o palco, o som, tudo.  E ainda ganhei uma grana. Exigi que viesse Nelson Motta.

Veio, nos conhecemos e ficamos bons amigos. Nesse momento, para 50 mil pessoas, apresentei do palco Nelson Motta, que já era superconhecido da galera toda. Surfistas, músicos, jornalistas… O Brasil tinha acabado de perder o cineasta baiano Glauber Rocha, um dos gurus de Ipanema.

Nelsinho, ainda de luto, pegou o microfone e ao invés de pedir Um Minuto de Silêncio em homenagem a Glauber, pediu Um Minuto de Esporro Total. Todo mundo gritou. Foram cinco minutos ensurdecedores. Bota esporro total nisso. 

Final do Ginga Brasil, a pé, eu, Nelsinho Motta, Paulinho da Viola, Armandinho do trio elétrico baiano de Dodó e Osmar e uma centena de tietes e outros músicos fomos continuar a festa no Degraus do Mario Gustavo na Vidal Ramos para depois terminar a noite que eu não esqueço, na Chandom, altos da Felipe Schimidt. 

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