Bolsonaro bate na trave e escolhe ministro da educação que elogia golpe militar

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O presidente eleito Jair Bolsonaro esteve perto de fazer um golaço na escolha do novo ministro da Educação, mas sucumbiu às pressões da bancada evangélica e acabou batendo na trave.

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Apadrinhado pelo conservador Olavo de Carvalho, o filósofo colombiano Ricardo Vélez Rodríguez reproduz os elogios ao golpe militar, críticas ao PT, questões de gênero e apoio ao projeto Escola Sem Partido.  

Há, no entanto, pouca publicidade sobre o que ele pensa a respeito das carências do ensino médio, da escola em tempo integral, do piso do magistério ou o destino das universidades públicas federais.  

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Em carta, futuro ministro defende “valores tradicionais” na educação

Ao se aproximar de Viviane Senna e Mozart Neves Ramos, Bolsonaro alimentou a esperança de quem torce para que a educação vire, de fato, prioridade no país. A relevância de Mozart, ex-secretário de educação de Pernambuco, para o setor poderia dar à pasta o status de terceiro superministério, ao lado de Paulo Guedes (Economia) e Sergio Moro (Justiça e Segurança). Com o MEC reforçado, teríamos uma trinca de ouro formatando a base das políticas de governo.  

Em blog, novo ministro da Educação diz que golpe de 1964 é “uma data para lembrar e comemorar”

Do jeito que está, ficou capenga. A Educação merecia um nome mais forte. Agora, no lugar de uma ideologia de esquerda, poderá ser implantada uma de direita, sem que isso signifique resultados efetivos.  

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A história do MEC mostra que teóricos não esquentam a cadeira ou conseguem colocar em prática as suas ideias. Festejado no governo Dilma, o professor da USP Renato Janine Ribeiro ficou apenas cinco meses no cargo. À época, foi substituído em uma reforma ministerial.  

No extremo oposto do espectro político, Rodríguez corre o risco de também não ficar muito tempo na pasta.  

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Mourão defende veto de reajuste do Supremo

O vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, afirmou em entrevista ao Jornal do Almoço que, se pudesse, faria um apelo ao presidente Michel Temer para que ele vete o aumento dos vencimentos dos ministros do STF.

O reajuste de 16,38% amplia o teto do funcionalismo e terá efeito cascata para Estados e municípios. É uma medida que atrapalha os planos do governo de instituir o ajuste fiscal. Mourão justificou que Bolsonaro considera indevido intervir no assunto, já que se trata de decisão do atual presidente.  

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Ministério reformulado

Integrante da equipe de transição da ministra Tereza Cristina (Agricultura), o deputado catarinense Valdir Colatto (MDB) adiantou à coluna a nova formatação da pasta. As áreas de irrigação, florestas, pesca, assistência técnica e agricultura familiar farão parte do ministério. Colatto não confirmou se ficará com alguma secretaria. 

 

Reforma agrária

Para o futuro secretário de Assuntos Fundiários, Nabhan Garcia, acampamentos de sem-terra “são uma farsa”. Em conversa com a coluna, ele afirmou ainda que uma das prioridades do governo Bolsonaro será acabar com a invasão de terra: 

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— Aquele que invadir será identificado e enquadrado na lei. É formação de quadrilha. 
Leia a entrevista completa em https://bit.ly/2OZzPad.

 

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