Bolsonaro e as armadilhas das redes sociais durante o mandato

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*Por Silvana Pires

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O presidente Jair Bolsonaro sempre soube usar muito bem as redes sociais para falar diretamente com seu público. O que mudou agora é que suas declarações têm um peso ainda mais forte, afinal é o mandatário do país. Suas postagens estão sob o escrutínio de todos, não existe mais apenas apagar uma mensagem e ela deixar de existir. Foi o que ocorreu na polêmica envolvendo o contrato anual de aluguel de carros para o Ibama, em torno de R$ 30 milhões.

Ao retuítar uma mensagem do ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente) sobre o assunto, Bolsonaro comentou que seu governo está “desmontando rapidamente montanhas de irregularidades”. Por mais que seja importante encontrar o que está errado e arrumar a casa, o presidente precisa ter certeza de que há mesmo algum problema para então se manifestar. A julgar pela rapidez com que apagou a mensagem, esse não era o caso.

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Ao comentar a confusão envolvendo aumento do IOF e mudanças na tabela do IR, o ministro general Augusto Heleno (GSI) lembrou que o peso nas costas do presidente é muito grande e que ele acaba ouvindo muita coisa, sem ter tempo de conferir “se o que ele ouviu está valendo ainda”. Se é isso que está realmente acontecendo a situação é ainda mais complicada.

É bom lembrarmos que uma declaração do presidente, mesmo que com a melhor das intenções, pode provocar a disparada do dólar, a queda da Bolsa, por exemplo. Bolsonaro hoje não pode mais se dar ao luxo de publicar uma declaração e deletá-la depois. Todas as suas falas são, sim, uma posição de governo. 

 

DENATRAN

Uma das prioridades do novo diretor do Denatran, Jerry Adriane Dias Rodrigues, será ampliar a troca de informações entre municípios, Estados e União. Hoje nem sempre os dados dos motoristas, por exemplo, estão disponíveis em todos os bancos de dados do país. 

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LEI ROUANET

Entre as mudanças na Lei Rouanet analisadas pelo Ministério da Cidadania, responsável pela área da Cultura, estão a redução do teto anual de R$ 60 milhões em projetos apresentados por uma mesma empresa, o aumento de 10% para 40% na oferta de ingressos gratuitos por espetáculo e maior estímulo para a participação das regiões Norte e Nordeste, além de criar uma ferramenta que ateste a “qualidade” das propostas.

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FRASE

Não teve rusga nenhuma, nem rusga, nem carrinho por trás, nem tesoura voadora, não teve nada. Hoje de manhã se encontraram aí, best friends, não tem essa história. – General Augusto Heleno, ministro do gabinete de segurança institucional ao comentar a relação entre o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes (Economia).