Se passaram quase três meses da eliminação da seleção brasileira da Copa do Mundo, para a Noruega. E o que vimos hoje de diferente, no amistoso contra a poderosa Austrália? Nada, absolutamente nada.
Quase três meses depois, vimos um novo show de horrores. Um time sem organização tática, sem meio-campo, sem laterais, pobre ofensivamente, cheio de falhas. Ou seja, exatamente tudo o que falamos na Copa da América do Norte: um time que inexiste.
O trabalho de Carlos Ancelotti é péssimo — para ser bastante respeitoso. Até agora o técnico italiano nada mostrou de interessante. Talvez ele seja brilhante na administração do vestiário, mas à beira do campo está mais perdido do que barata em galinheiro. Um completo desastre.
Esta semana acompanhei o depoimento de meu amigo e brilhante jornalista Eric Faria. Ele revelou sua indignação com a seleção e com o pachequismo que nos empurra, inacreditavelmente, a pensar no título mundial em 2030.
“A gente não ganha nem a Copa América, não ganha da Colômbia, do Equador, do Uruguai, da Argentina. Como vamos ganhar uma Copa?”, disse Eric.
Responsabilidade somente do treinador? Não, longe disso. Jogadores que brilham nas principais equipes do mundo têm atuações lamentáveis na seleção.
É dureza, mas o time pentacampeão mundial hoje é motivo de piada em todo o mundo. Estamos longe de ser uma seleção que mereça um pingo de respeito.
