A pergunta sem resposta no ataque de criminosos na Grande Florianópolis

Segurança pública acertou na prevenção, mas não pode mais ser surpreendida

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Veículo incendiado na alça do túnel Antonieta de Barros (Foto: Carol Fernandes, NSC)

A coletiva de imprensa do governador Jorginho Mello (PL) e da cúpula da Segurança Pública no Estado, no início da noite deste sábado (19), esclareceu muitas questões que permaneciam em aberto no ataque de criminosos que se espalhou pela Grande Florianópolis. Mas um ponto chama atenção. O fato de que os setores de inteligência da polícia não terem identificado previamente a movimentação dos criminosos.

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É grave que isso tenha ocorrido no dia em que Florianópolis recebe Paul McCartney, um dos maiores astros da música mundial. É o retorno glorioso da Capital ao circuito de grandes shows internacionais, um presente para a cidade e para Santa Catarina – o estado reconhecido como o mais seguro do Brasil.
A segurança pode ser um ativo importante no credenciamento de Florianópolis para os grandes eventos. Situações como as deste sábado não poderiam manchar esse momento.

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O problema só não foi maior porque estamos no fim de semana. As consequências dos ataques, que resultaram na suspensão de linhas de ônibus na Capital, teriam causado um verdadeiro caos se ocorressem num dia de semana, quando milhares de trabalhadores dependem dos ônibus para se movimentarem pela cidade.

É importante que a polícia tenha reagido, que tenha prendido criminosos responsáveis pelos ataques, e que tenha ampliado os reforços para responder à altura, para que SC não se dobre ao crime organizado. Mas as forças de segurança não podem ser surpreendidas por atos como esses. Algo falhou na cadeia de informação.