Acervo botânico catarinense pode ter se perdido no incêndio do Museu Nacional

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Documentos e espécimes da flora catarinense enviados pelo padre Raulino Reitz, o maior pesquisador botânico do Estado, ao também pesquisador A. C. Bade, no Rio de Janeiro, pode estar entre as peças e documentos destruídos pelo incêndio que devastou o Museu Nacional da Quinta da Boa Vista neste domingo. Após a morte de Bade, as correspondências trocadas com o padre foram incorporadas ao acervo do museu, inclusive diversas espécies de bromélias descobertas no Vale do Itajaí.

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Aloisius Lauth, presidente do Herbário Barbosa Rodrigues, em Itajaí, que mantém o acervo local do padre Raulino, disse desconhecer qual o volume de documentos e espécimes que estava no Museu Nacional.

A exemplo da Quinta da Boa Vista, o Herbário também está ameaçado pela falta de recursos, e a destruição do importante museu no Rio de Janeiro chama atenção para a necessidade de cuidados com o acervo da flora catarinense, que tem 70 mil espécies catalogadas e já serviu como base para pesquisadores de todo o mundo.

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Uma ação civil pública que pede o tombamento do acervo e do prédio que abriga o Herbário Barbosa Rodrigues segue na Justiça há três anos.