Advogado de Itajaí é indiciado por suposta “venda” de bebês

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Perícias em um celular e computadores, apreendidos na casa de um advogado de Itajaí, poderão ajudar a esclarecer suspeitas de envolvimento dele com a venda de bebês em Camboriú. As investigações da Polícia Civil já duravam um ano e meio. Durante esse período, pelo menos três mulheres denunciaram o advogado por ter oferecido dinheiro em troca de seus filhos, segundo o delegado Maurício Pretto, responsável pela apuração em Camboriú.

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O delegado diz que as mulheres abordadas pelo advogado eram clientes de baixa renda, que o procuravam em busca de benefícios sociais. Segundo a polícia, a preferência era por bebês brancos, recém-nascidos e de olhos azuis. O advogado teria oferecido R$ 5 mil pelas crianças.

– Ele falava que as crianças iriam para o Rio de Janeiro, para um lar adotivo, que fariam viagens, e teriam educação de primeira qualidade. Mas não temos certeza disso, quando começamos a investigar não encontramos vínculo com o Rio de Janeiro, apenas algumas ligações com Miami, nos Estados Unidos – diz Pretto.

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O advogado já foi indiciado pela Polícia Civil por intermediação para lar substituto, a chamada “adoção à brasileira”, ilegal, que tem pena de um a quatro anos de prisão. Se for comprovada relação com o exterior, entretanto, a situação pode agravar.

– Nesse caso pode configurar tráfico de pessoas – afirma o delegado.

Na sexta-feira, quando foram cumpridos os mandados de busca e apreensão, o advogado chegou a ser preso por manter uma arma sem autorização. Ele foi liberado no fim de semana, mediante pagamento de fiança.

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