Apartamentos em Bombinhas são alvo de mandados de busca em operação contra lavagem de dinheiro

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A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, com apoio de policiais catarinenses, cumpriu na manhã desta quarta-feira mandados de busca e apreensão em dois apartamentos em Bombinhas, no Litoral Norte. O foco da ação é o combate a crime de lavagem de dinheiro, e o alvo é uma organização criminosa que explorava jogos de azar. As investigações já ocorrem há dois anos, e esta é a terceira fase da operação.

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O diretor do Gabinete de Inteligência e Assuntos Estratégicos da polícia gaúcha (GIE), Cristiano Reschke, disse que em Bombinhas o alvo é um casal, suspeito de ser um dos principais operadores da quadrilha.

_ Eles estavam investindo em bens em Bombinhas, e pedimos as buscas para termos mais materialidade. Acreditamos que tenham, durante as investigações, passado a morar em outros locais, e não tinham notícia de que tínhamos descoberto esses imóveis novos. Acreditavam que estavam se escondendo _ disse.

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Foram recolhidos objetos, documentos e um veículo Fiat Toro, que integrarão as investigações. Além de Bombinhas, também são cumpridos mandados em Porto Alegre e Canoas, no Rio Grande do Sul. Cinco são mandados de prisão, e outros 22 de busca e apreensão, como os que foram cumpridos em Santa Catarina.

Três dos alvos de mandados de prisão não foram localizados porque os suspeitos fugiram para fora do país. Os nomes ainda não foram divulgados.

Segundo a Gaúcha/Zero Hora, a Justiça ordenou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de 24 pessoas investigadas, incluindo o bloqueio das contas bancárias destes suspeitos, além da quebra de sigilo de aplicações financeiras diversas de 57 pessoas.

Os bens que integram a investigação teriam sido adquiridos em nome de laranjas. A polícia conseguiu obter o sequestro judicial de 31 imóveis avaliados em R$ 15 milhões e de 18 veículos avaliados em R$ 1,1 milhão, sendo que quatro deles serão usados pela polícia no combate ao crime.

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Segundo o diretor do GIE, a ação reforça a estratégia da Polícia Civil no enfrentamento ao crime organizado, que é seguir o rastro do dinheiro para buscar a descapitalização e a asfixia financeira das organizações criminosas, desestimulando a atividade ilícita. Na primeira parte ostensiva desta investigação, em abril deste ano, mais de 60 veículos e imóveis foram sequestrados judicialmente em 32 mandados judiciais em Porto Alegre, Cachoeirinha, Canoas e Xangri-lá. Os bens, na época, foram avaliados em R$ 15 milhões e, somados ao desta segunda fase, totalizam R$ 31 milhões.