A recomendação do Observatório Social de Itajaí para que a prefeitura cancelasse a licitação para compra de um software de “inteligência governamental”, feita no último dia útil do ano, não foi aceita. O pregão ocorreu nesta sexta-feira com a presença de representantes de apenas uma empresa.
Outras duas empresas que demonstraram interesse no edital, uma de São Paulo e outra também da Capital, não compareceram à licitação. Quem venceu foi a Neoway, de Florianópolis, que ofereceu orçamento de R$ 2 milhões.
O Observatório Social questionou alguns termos da licitação, alegando irregularidades. A entidade sugeriu, em ofício, que o sistema fosse desenvolvido pela equipe de tecnologia de informação da prefeitura.
À repórter Bianca Ingletto, da NSC TV, o secretário de Planejamento de Itajaí, Sandro Fernandes, justificou a licitação dizendo que ela será revertida em melhora na arrecadação:
— Um investimento que pode parecer alto, mas na realidade não é. Com a otimização na arrecadação, o aumento de tributos, que vai gerar melhor prestação de serviço público principalmente para as pessoas de baixa renda, esse software vai se pagar em menos de um ano. Nós vamos revolucionar a administração publica de Itajaí e o inicio é esse software — afirmou.
Sobre a sugestão para que servidores da área de TI desenvolvessem o trabalho, o secretário disse que não haveria tempo hábil.
— Para desenvolver um desenvolver um software dessa magnitude e complexidade se levaria muito tempo. Itajaí não tem esse tempo. Urge que Itajaí cresça, que a população seja bem atendida. Nós não temos esse tempo.
A licitação ainda terá que passar pelo prazo de homologação. O Observatório Social de Itajaí vai levar o caso ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).