A Triunfo, empresa responsável pelas obras da nova bacia de evolução do Itajaí-Açu, volta a acelerar o ritmo de trabalho em junho. Desde março, a dragagem da área de manobras está suspensa devido ao período de defeso do camarão, que vai até 31 de maio. Com a retomada, o governo do Estado prevê que a obra seja entregue em setembro.
Enquanto a dragagem ainda não pode ser feita, as equipes trabalham no acabamento dos molhes que protegem a área da Marina Itajaí e da pesca artesanal, e retiram pedras do Molhe Norte, em Navegantes, que foi encurtado. Há uma grande quantidade de pedras submersas, que não estavam previstas no projeto original.
O processo é delicado, e a retirada é feita de uma a uma. A batimetria indica onde há material submerso, os mergulhadores perfuram e colocam ganchos, e um guindaste puxa as pedras para a superfície. As estruturas no fundo do rio chegam a 12 toneladas.
Ansiedade
No trade portuário é grande a ansiedade pela entrega da obra, que permitirá a entrada de navios com até 336 metros nos terminais de Itajaí e Navegantes. A APM Terminals, por exemplo, aguarda a entrega da bacia para aumentar a frequência dos navios da linha Ásia, que hoje são quinzenais _ parte dos navios que integram a linha são maiores que o limite atual, de 305 metros de comprimento.
Estima-se que o Porto de Itajaí deixe de fazer pelo menos mil movimentos por mês, especialmente de importação, enquanto a bacia de evolução não fica pronta.