O balanço de 2017 acendeu o alerta no programa de controle da dengue em Balneário Camboriú: a cidade fechou o ano com o maior número de focos do mosquito aedes aegypti em Santa Catarina. Foram 1744, mais que o dobro do que no ano anterior, e 15% de todos os focos encontrados no Estado no período.
Desde a virada de ano, outros 18 focos já foram localizados. Rafael Neis da Silva, coordenador do programa de combate à dengue, diz que há falta de cuidado de muitos moradores com os locais propícios para a criação de focos, onde há acúmulo de água parada. Os agentes percebem que não falta informação, mas bom senso _ as pessoas sabem o que causa a proliferação da dengue, mas deixam de prestar atenção às medidas de prevenção.
Some-se a isso a falta de frio durante o inverno, e está feito o cenário perfeito para o aumento no número de focos do mosquito, que além da dengue também transmite o zika vírus, a febre chikungunya e a febre amarela.
Os locais com maior número de focos são o Centro e o Bairro dos Municípios. Para reforçar a fiscalização, o programa pediu a compra de um drone. A ideia é verificar, do alto, a situação em calhas de difícil acesso, lajes, e imóveis que permanecem fechados durante o ano _ muitos deles com acúmulo de água em piscinas e sacadas.
A coordenação lembra, no entanto, que não conseguirá combater o mosquito sozinha e é preciso um esforço coletivo. No ano passado Balneário Camboriú teve três casos de dengue confirmados, nenhum deles autóctone. O grande número de focos, no entanto, aumenta o risco de que a doença se instale na cidade.
Porto Belo na lista
O último boletim epidemiológico da dengue, divulgado pela Direitoria de Vigilência Epidemiológica de Santa Catarina (Dive-SC) trouxe um total de 63 municípios na lista de áreas infectadas. A novidade foi a inclusão de Porto Belo, que havia ficado fora das listagens anteriores. A cidade tem 82 focos de dengue.