O mercado de cruzeiros voltou a crescer no Brasil, e a oportunidade de entrar no roteiro dos transatlânticos nunca foi tão cobiçada. Balneário Camboriú, a novidade da temporada brasileira, já recebeu este ano mais de 50 mil turistas a bordo dos navios e deve movimentar até abril, quando termina o período de passagem dos transatlânticos pelas águas brasileiras, o equivalente a R$ 45 milhões.
O número é calculado sobre o gasto médio de um cruzeirista: de acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o tíquete médio é de R$ 559, o dobro de um turista convencional. O investimento é feito no comércio local, nos restaurantes e nas atrações turísticas. Em Balneário, o passeio mais procurado é o do Parque Unipraias, que fica junto ao Atracadouro Barra Sul, onde os turistas desembarcam.
O reflexo econômico faz com os transatlânticos sejam a “bola da vez” do turismo em Santa Catarina. Porto Belo, destino consolidado, vem pleiteando a possibilidade de alfandegamento _ processo de nacionalização dos navios, que permite fazer roteiros internacionais.
Itajaí, que viu nos últimos anos o movimento em seu píer turístico cair pelas limitações de cais, também planeja a retomada de mercado em grande estilo. Na semana passada, representantes da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Clia/Abremar) visitaram a cidade interessados em operar os cruzeiros a partir do terminal de cargas, que tem mais capacidade para atracação. Assim, seria possível a nacionalização _ e os operadores poderiam incluir o Sul do país num roteiro para a Terra del Fuego, no extremo Sul da América do Sul.
As tratativas estão avançadas, e é possível que a retomada ocorra já na próxima temporada. Além dos cruzeiros mais longos, as companhias têm interesse em operar minicruzeiros, com diversas paradas no Estado. Nesta temporada, por exemplo, há roteiros que incluem Santos (SP), Balneário Camboriú e Porto Belo. Os cruzeiros slim atendem a uma fatia de mercado mais econômica, ideal para tempos de economia em baixa. Para os operadores, há espaço para todo mundo e um grande público a ser explorado no Estado.