Um trecho de 74 quilômetros da BR-101 duplicada, entre Itajaí e Governador Celso Ramos, registrou no ano passado 1.316 acidentes com vítimas ou danos materiais. Uma média de 3,6 acidentes por dia. Os riscos de se envolver em alguma batida são potencializados pelo movimento na rodovia, o maior volume do Estado. São 50 mil veículos por dia, sem contar o fluxo extra da temporada de verão.
A explicação está na economia: dois portos, que concentram 70% do comércio exterior catarinense, e o aeroporto com maior volume de cargas no Estado fazem da região um grande polo logístico. O vaivém dos contêineres junta-se ao fluxo de turistas – as cidades da região estão entre as mais visitadas em Santa Catarina – e ao trânsito, que se confunde com os das cidades porque, em alguns casos, a rodovia é o único caminho possível.
Além dos acidentes, os gargalos provocam prejuízos econômicos. Caminhões-contêineres parados em congestionamentos na rodovia significam frete mais caro – o que traz consequências a toda a cadeia, inclusive ao consumidor.
Há projetos para desafogar o trânsito na região de Balneário Camboriú, com a construção das pontes marginais (que foram prometidas para este ano) e de melhorias na confluência com a BR-470 e a Rodovia Antônio Heil, que vem de Brusque. O empresariado local acredita que as medidas não serão suficientes e defende a abertura de duas novas pistas, nos dois sentidos.
Diante dos problemas na duplicação do trecho Sul da BR-101 e da BR-470, no entanto, uma obra dessa envergadura dificilmente sairá do papel sem mobilização política.