A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Porto Belo protocolou junto à prefeitura de Bombinhas um ofício pedindo, formalmente, que o prazo de validade da Taxa de Preservação Ambiental (TPA) de Bombinhas seja estendido de 24 para 72 horas, a partir de 1º de dezembro. O pedágio volta a ser cobrado nesta quinta-feira.
O assunto já vem sendo tratado pelo prefeito de Porto Belo, Emerson Stein (MDB), desde junho. Em agosto, o prefeito de Bombinhas, Paulo Müller (PTB), respondeu que estava impedido por lei de fazer a alteração durante o período eleitoral.
A ideia dos comerciantes é que, com o prazo estendido, os turistas circularão mais pelas duas cidades. O vaivém era frequente até o início da cobrança da TPA, em janeiro de 2015.
Desde então, o visitante hospedado em Bombinhas tem que pagar o pedágio novamente se quiser circular pela cidade vizinha. Os comerciantes acreditam que, se a taxa valer por 72 horas, aumentam as chances de turismo compartilhado.
O ofício da CDL diz que, caso não aceite, Bombinhas estará “colaborando diretamente com o fechamento de lojas do município vizinho, bem como a falência de empresas”.
Presidente da entidade, Rafa Souza afirma que este ano 25 lojas fecharam as portas na Avenida Governador Celso Ramos, a principal da cidade. Segundo ele, reflexo de uma temporada de baixo movimento.
Cobrança inversa
Estender o prazo não é a única proposta da CDL. Outra proposta da CDL é inverter a cobrança da TPA _ ao invés da entrada, passar a ser feita na saída de Bombinhas. Os comerciantes querem transferir para Bombinhas as filas que se formam em Porto Belo, para pagamento do pedágio.
O prefeito de Bombinhas, Paulo Müller, não foi localizado para comentar.