Por Augusto Ittner, interino
O mecanismo de cotas para a pesca da tainha ajudou a evitar uma supercaptura que poderia ter comprometido a espécie, segundo relatório da ONG Oceana, formada por representantes da União, indústria pesqueira e pescadores artesanais.
O sistema que determinou um limite para a captura de cardumes estreou neste ano e, conforme a entidade, embora tenha sido determinante para evitar a produção desenfreada, terá ajustes para 2019 para ser aprimorado.
Relembre: "Safra da tainha terá cota pela primeira vez"
Conforme Ademilson Zamboni, diretor geral da Oceana, se esse teto não tivesse sido estipulado, os barcos teriam continuado a pescar por mais 50 dias sem controle, o que aumentaria consideravelmente o total pescado.
Mesmo com esse controle a frota industrial excedeu a cota, com uma produção de 2,2 mil toneladas (114% a mais do que o previsto), o que indica que embora tenha havido o alerta para a interrupção da pesca, ela ocorreu de forma tardia.