Quinto candidato ao governo do Estado a ser ouvido na série de sabatinas Jornal do Almoço, Décio Lima (PT), nesta sexta-feira (16), parecia estar em campanha nacional. O candidato do PT falou mais sobre o ex-presidente Lula e as políticas implementadas pelos governos petistas em âmbito federal do que sobre os projetos que pretende levar adiante em Santa Catarina.
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Décio soube aproveitar os questionamentos de Laine Valgas e Raphael Faraco sobre problemas que permearam os governos do PT para trazer à tona as suspeitas que envolvem o governo Bolsonaro – e insistiu na comparação entre o envio de recursos e programas para o Estado nos governos petistas e na era bolsonarista. Mas nacionalizou até mesmo temas que exigiam um olhar bem direcionado a Santa Catarina, como saneamento e a fila de espera na saúde. Exagerou na dose.
O papel de “advogado de Lula” na sabatina foi bem calculado. A estratégia de Décio era mostrar ao eleitor do ex-presidente que é ele quem o representa no Estado. Segundo a primeira pesquisa Ipec contratada pela NSC, Lula tem 25% da intenção de votos para presidente – votação suficiente para levar um candidato a governador ao segundo turno, diante da profusão de candidaturas competitivas que concorrem em SC nestas eleições.
O problema é que, ao nacionalizar insistentemente a sabatina, Décio se tornou repetitivo e perdeu a oportunidade de falar do próprio plano de governo. O telespectador ouviu muito sobre Lula, mas ficou sem saber qual é o projeto da esquerda para Santa Catarina.
