Empresária de Balneário Camboriú é presa em investigação sobre assassinato de engenheiro

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As investigações sobre a morte do engenheiro Sérgio Renato Silva, assassinado a tiros em fevereiro do ano passado na Praia Brava, em Itajaí, ganharam um novo capítulo esta semana com a prisão da empresária Vera Lúcia da Luz, que atuava como despachante em nome de construtoras em Balneário Camboriú. O engenheiro chefiava o setor de aprovações de projetos na Secretaria de Planejamento de Balneário, e a polícia suspeita que a morte tenha relação com o trabalho que ele desempenhava.

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Vera foi presa em casa, na manhã de quinta-feira. O Gaeco não informou o motivo da prisão, que é temporária _ válida por 30 dias, prorrogáveis por mais 30. Há informações, no entanto, de que a investigação está perto de ser concluída. No momento, quatro pessoas estão presas por suspeita de participação no crime. Seis já foram denunciadas e outras duas indiciadas.

A empresária detida prestou depoimento recentemente à CPI que investiga as suspeitas de irregularidades na Secretaria de Planejamento de Balneário Camboriú, no Legislativo. Desde fevereiro, 12 pessoas foram ouvidas pela Comissão, que deve entregar o relatório preliminar em até 15 dias ao prefeito Fabrício Oliveira (PSB).

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Para o vereador Marcelo Achutti (PP), que preside a CPI, Vera é uma peça-chave na investigação.

Uma auditoria feita pela própria prefeitura, em 2016, apontou irregularidades no sistema de aprovação de projetos. Após o assassinato de Sérgio Renato, que havia deixado o setor semanas antes, uma sindicância foi instaurada pela Secretaria de Controle e Transparência.

Os problemas apareceram em pelo menos 10 processos de aprovação de projetos. Um sistema que, de acordo com secretário de Controle, Victor Hugo Domingues, “contava com processos falhos e colaboração de agentes públicos".

Cinco servidores estão sendo investigados no processo administrativo. Parte já não está mais na prefeitura, e outros foram transferidos do Planejamento. As obras onde apareceram as irregularidades estão sendo visitadas pela fiscalização e deverão ser embargadas ou ter bloqueio de matrículas.

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A coluna entrou em contato com o escritório e pelo celular do advogado Nilton Macedo Machado, que representa a empresária, mas ele não foi localizado na manhã desta sexta-feira.