Entenda como ocorreram as fraudes em contratos de DJs investigadas pela PF

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Suspeitas de subfaturamento no contratos com DJs de renome internacional, levantadas pela Polícia Federal de Itajaí, deram origem à Operação Line Up, que aponta para um suposto esquema criminoso de operações ilegais de câmbio. O que chamou atenção da PF em 2013, quando começou a apuração, foi o fato de um DJ que cobrava na época R$ 500 mil por apresentação ter recebido, oficialmente, R$ 10 mil de uma empresa de eventos em Santa Catarina.

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A situação teria ocorrido com pelo menos mais um contrato, envolvendo outro DJ, com a mesma empresa. Para a polícia, o subfaturamento era uma forma de aliviar a carga de impostos para o artista, e em troca conseguir uma comissão mais alta na transação em dólar.

_ A corretora de câmbio tem um limite de 0,3% de comissão. Com a negociação no paralelo, conseguiam uma comissão maior. Era um ganha-ganha _ avalia o delegado da Polícia Federal Alex Biegas, que atuou no caso.

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Os esquemas descobertos mais tarde pela polícia mostraram que os contratos de DJs com preço abaixo do mercado seriam apenas a “ponta do iceberg”. A organização criminosa, que atuaria através de uma corretora de câmbio, é investigada por gestão fraudulenta de instituição financeira, fraude contábil, fraude cambial, lavagem de dinheiro, organização criminosa e obstrução de investigação contra o crime organizado.