Entenda o que significa a descoberta de uma variação do vírus da dengue em SC 

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Este ano, pela primeira vez, Santa Catarina registra casos de dengue com um novo sorotipo do vírus. O Den-2 foi identificado em Itapema, e acende o alerta para o risco de contaminação _ com novo tipo de vírus circulando, até mesmo quem já foi infectado uma vez pode ficar doente novamente.

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João Fuck, coordenador do Programa de Controle da Dengue na Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado (Dive-SC), explica o que significa a chegada desse novo sorotipo a Santa Catarina.

Entrevista: João Fuck

Quantas variações do vírus de dengue existem no Brasil?

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São quatro sorotipos diferentes, por isso dizemos que uma pessoa pode pegar dengue quatro vezes na vida.

Há diferença nos sintomas?

A sintomatologia é a mesma, com febre, dor de cabeça e dor no corpo, entre outros. Como há pequenas diferenças entre os sorotipos, quem pega uma vez fica imune só contra aquele tipo.

A Fiocruz classificou o Den-2 como mais perigoso do que o Den-1. Concorda com essa diferenciação?

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Há alguns estudos mostrando que casos de Den-2 podem ser um pouco mais graves, mas não é isso que define a gravidade do quadro. São fatores pessoas, como imunidade e o manejo clínico do caso.

Qual o risco para quem já teve dengue uma vez? É possível contrair dengue hemorrágica?

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Não se fala mais em dengue hemorrágica, mas em dengue grave. Isso pode acontecer. Se o paciente pegou uma vez e pega novamente, como o sistema imune está sensibilizado pode haver uma resposta mais exacerbada. Mas não é regra.

Como se identifica qual o sorotipo de vírus que infectou cada paciente?

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Nem todos se consegue identificar, só daqueles em que se faz a coleta nos primeiros dias. As amostras são encaminhadas para o Laboratório Central de Saúde Pública, o Lacen, que identifica qual o sorotipo.

O que é possível fazer para se proteger da dengue?

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As medidas continuam sendo eliminar locais onde podem colocar os ovos. Temos visto aumento no número de focos este ano em Santa Catarina. É preciso olhar, eliminar água parada, mas não só nos que são fáceis de serem identificados. Também aqueles que não estão à vista, como caixa d´água, calhas, depósito da geladeira. De forma complementar há o repelente, que é individual e paliativo, não elimina o problema. Alguns repelentes têm recomendação de uso, com necessidade de reaplicação a cada duas horas, então é difícil manter. E quem tiver sintomas deve procurar a unidade de saúde, para receber o atendimento clínico adequado.