O Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpre nesta quinta-feira mandados de prisão temporária e de busca e apreensão em Balneário Camboriú, ligados à Operação Emergência. O alvo da investigação é uma organização criminosa que fraudava a lista de espera por procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) no Meio-Oeste do Estado, com um esquema "fura-fila".
O alvo do mandado de prisão em Balneário Camboriú foi localizado pelo Gaeco na região de Rio de Sul, onde foi detido.
Além de Balneário Camboriú, são cumpridos mandados em Caçador, Lebon Régis, Ibiam, Timbó Grande, Ibicaré, Videira, Rio das Antas, Calmon, Santa Cecília, Faxinal dos Guedes e Ponte Serrada. São nove mandados de prisão, contra agentes públicos e profissionais de saúde, e 39 de busca e apreensão em residências, empresas, consultórios médicos, órgãos públicos e estabelecimentos hospitalares.
A investigação aponta que o grupo cobrou para simular emergências clínicas e, assim, "furar a fila" por procedimentos médicos no SUS, deixando centenas de pessoas que esperavam atendimento para trás. O Hospital Maicê de Caçador, de acordo com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), era o principal foco das fraudes.
A Operação Emergência apura a prática dos crimes de organização criminosa, inserção de dados falsos em sistemas de informação, concussão, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, falsidade de atestado médico, fraude em licitação, entre outros crimes e atos de improbidade administrativa.
É conduzida pelo núcleo regional de Lages do Gaeco, e conta com o apoio dos núcleos regionais de Joinville, Blumenau, Capital, Chapecó, São Miguel do Oeste, Itajaí e Criciúma, do Grupo Especial Anticorrupção (GEAC/MPSC), do Instituto Geral de Perícias (IGP) e do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos e Terceiro Setor (CDH/MPSC).