Dos nove mandados de busca e apreensão e quatro ordens judiciais para o acesso imediato a documentos que integraram a Operação Reciclagem, deflagrada nesta terça-feira em seis cidades do Litoral e do Vale do Itajaí, pelo menos dois foram cumpridos em órgãos públicos. Documentos foram recolhidos pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em Bombinhas e Ituporanga.
Outros mandados foram cumpridos em residências e empresas nas cidades de Gaspar, Rio do Sul, Timbó e Lontras.
No Consórcio Intermunicipal do Médio Vale do Itajaí (CIMVI), em Timbó, foram solicitados documentos de uma licitação de transporte de resíduos, concluída em janeiro, em que a própria entidade identificou suspeita de fraude _ duas participantes tinham o mesmo endereço, e foram desclassificadas. Aparentemente, a documentação comprova como funcionaria o suposto esquema.
As investigações começaram no ano passado e indicam suspeitas de envolvimento de empresários do ramo de coleta de resíduos em crimes contra a administração pública. A apuração indica que empresas pagavam propina para agentes públicos para se beneficiarem em contratos e licitações. Entre os investigados estão servidores públicos, empresários e pessoas ligadas ao setor de coleta.
Contraponto:
A prefeitura de Ituporanga informou, a través da assessoria de imprensa, que está colaborando com as investigações e entregou tudo o que foi solicitado. Vai aguardar o decorrer da apuração.
A prefeitura de Bombinhas confirmou o recolhimento de documentos, mas não se manifestou até o fechamento desta edição.