Governo federal autoriza safra industrial da tainha com redução de cota de captura

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Pesca da tainha (foto: Diorgenes Pandini)

A Secretaria Nacional de Aquicultura e Pesca (SAP) publicou no Diário Oficial da União, nesta quinta-feira (09), as regras para a pesca de tainha industrial e de emalhe anilhado, modalidades que desde o ano passado têm cotas de captura. O governo liberou uma captura total de 2.788 toneladas, um pouco menor do que a de 2018.

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A diferença está na cota autorizada para a pesca industrial, que foi reduzida em 28% para compensar a pesca excessiva da safra anterior, quando os barcos capturaram mais do que o dobro do que era permitido.

Com a medida, o governo federal encontrou um meio termo entre a suspensão total da frota industrial como medida compensatória – conforme determinavam as regras do sistema de cotas – e acalmou os ânimos do setor produtivo, que alegava ter havido falta de controle por parte do próprio Ministério da Agricultura na contagem do que foi capturado em 2018.

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Cotas por barcos

A SAP vai licenciar 32 barcos da frota de cerco (industrial), e 130 de emalhe anilhado para toda a região Sul e Sudeste do país. Diferente do ano passado, quando a cota era global, desta vez ela será dividida por embarcação – o que também deve melhorar o controle. A preferência, para o licenciamento, será dos barcos que foram classificados na safra 2018 mas não receberam autorização devido à limitação de licenças. Barcos de menor capacidade de captura também terão prioridade.

Cada armador pode inscrever apenas uma embarcação, e quem tiver condenação na Justiça por pesca ilegal, transitada em julgado, será desclassificado. O prazo para fazer o cadastro junto ao Ministério da Agricultura é de três dias. Depois disso, será feita a seleção e abrem-se os prazos para recursos.

Agnaldo Hilton dos Santos, presidente da Câmara de Cerco no Sindicato dos Armadores e da Indústria da Pesca de Itajaí e Região (Sindipi), disse que as regras não agradaram totalmente o setor, que esperava uma cota de pelo menos 2 mil toneladas para esta safra.

– Faltam estudos claros para que sejam avaliadas o estoque ou tamanho da biomassa (quantidade de tainhas no mar) – avaliou.

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O secretário nacional de pesca, Jorge Seif Júnior, disse que o governo está em busca de parceiros para fazer uma nova avaliação de biomassa e “não depender de achismos nem pesquisas independentes”.

Ova é principal produto

O controle da cota da tainha será feito, novamente, por meio do controle de inspeção do Ministério da Agricultura nas indústrias (SIGSIF), e dos dados dos mapas de bordo, que indicam quando e onde cada embarcação pescou. Ambos devem ser entregues até 24 horas após o desembarque.

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O principal produto da pesca industrial da tainha é a ova, que chega à indústria com uma melhor qualidade do que na pesca de arrasto de praia. Desde janeiro do ano passado a Europa, que é o principal mercado consumidor da ova de tainha catarinense, embarcou o pescado brasileiro. O governo vem tentando meios de reverter a suspensão das exportações, mas ainda não obteve sucesso.