Governo federal e Cidasc vão retomar parceria para driblar embargo da Europa ao pescado brasileiro

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A Cidasc vai firmar um termo de cooperação técnica com a Secretaria Nacional de Aquicultura e Pesca, e a Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária, para retomar as certificações das embarcações catarinenses. O objetivo é suspender o embargo da União Europeia ao pescado brasileiro, que já dura um ano e dois meses.

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Nesta segunda-feira o secretário Nacional de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif Junior, reuniu-se com o secretário de Estado de Agricultura, Ricardo Gouvêa, para alinhar o processo. É a segunda reunião entre o Estado e o governo federal sobre o assunto, e a intenção é que o termo de cooperação técnica seja assinado o mais rápido possível.

A Cidasc foi o primeiro órgão estadual no país a firmar cooperação com o Ministério da Agricultura para a certificação das embarcações, ainda no ano passado. Mas o processo esbarrou na resistência dos armadores a alguns dos parâmetros estabelecidos, como o material exigido para o revestimento de pisos e porões dos barcos.

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Seif diz que a certificação será oferecida apenas aos armadores que desejam retomar as exportações à União Europeia, e comentou que a submissão aos termos é condição para voltar a vender aos europeus: “não temos opção”, ressaltou.

A suspensão das exportações para a União Europeia já renderam a Santa Catarina um prejuízo de mais de US$ 11 milhões. São produtos que têm a Europa como principal consumidor, e que não encontram preço atrativo em outros mercados – é o caso das ovas de tainha e do peixe-sapo, conhecido no exterior como tamboril.

Frustrada

A suspensão das exportações foi uma decisão tomada pelo Ministério da Agricultura brasileiro, em janeiro de 2018, como resposta a um relatório da União Europeia que alertava para inadequação do Brasil às regras impostas para o envio de pescado aos países que integram o bloco. O governo procurava evitar um embargo unilateral, mas a tentativa foi frustrada porque, em meio a um impasse que envolvia a exportação de frangos, os europeus decidiram barrar também o pescado – o que tornou a retomada de mercado mais complicada.

Treinamento

Os servidores da Cidasc já estão treinados para aplicar o check list nas embarcações, o que deve facilitar o processo. O secretário nacional de Aquicultura e Pesca diz que Santa Catarina poderá servir de modelo a outros estados no país, que também têm intenção de retomar das exportações.

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Apenas um

No ano passado, apenas um barco industrial, de Itajaí, passou pelo processo de certificação. No entanto, como o processo não caminhou, o armador não conseguiu retomar as exportações. Depois de feita a análise dos barcos, o governo terá que apresentar os resultados para que passem pelo crivo da União Europeia, que decidirá se libera a compra do pescado nacional.