Homem executado em Balneário Camboriú foi delator de facção e integrou programa de proteção à testemunha

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Douglas Gonçalves Romano dos Santos (foto: Reprodução, PMSC)

Assassinado a tiros na noite de domingo (23), em Balneário Camboriú, quando desembarcou de uma corrida de aplicativo, Douglas Gonçalves Romano dos Santos, 23 anos, foi o responsável por delatar uma das maiores facções do Rio Grande do Sul. As informações são da Gaúcha ZH.

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Ameaçado de morte, o jovem chegou a integrar o programa federal de proteção à testemunha. Desde 2017, quando fez a delação à Polícia Civil, Douglas passou por diversas cidades e estados no país. Em janeiro, pediu para ser desligado do esquema de proteção.

O crime

De acordo com o relatório da Polícia Militar de Santa Catarina, Douglas desembarcou do carro de aplicativo na Rua Justiniano Neves, no Bairro Pioneiros. É uma área residencial no Pontal Norte, a poucos metros da Avenida Brasil. O motorista disse que ouviu tiros e viu, pelo retrovisor, um carro preto com quatro homens. Assustado, abandonou o carro e fugiu.

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A perícia do Instituto Geral de Perícias (IGP) indicou que os assassinos atiraram 17 vezes, com pistola 9 milímetros. Cinco tiros acertaram Douglas na cabeça.

No início do mês, ele já havia sido alvo de um atentado durante um baile funk, em Camboriú. Foi ferido na perna.

Sequestros e esquartejamento

Segundo a Gaúcha ZH, Douglas era ex-gerente do tráfico no Bairro Mario Quintana, em Porto Alegre. As denúncias dele revelaram detalhes sobre o funcionamento da facção, sequestros e esquartejamentos praticado pelo grupo. Mais de 60 processos por homicídio foram abertos com base nas informações.

Leia mais: Publicação no Facebook alertou assassinos que delator de facção estava em Balneário Camboriú

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Em reportagem publicada pela Gaúcha ZH, em março do ano passado, ele disse acreditar que seria morto em algum momento pela facção. Processos que envolveram a delação, à qual o jornal teve acesso, revelam crimes bárbaros, como o esquartejamento de uma pessoa ainda viva.

As informações de Douglas levaram a Justiça a isolar pelo menos três líderes da facção, e a enviar 27 chefes do grupo a prisões de segurança máxima fora do Rio Grande do Sul.

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