A quatro dias da largada dos barcos da Volvo Ocean Race, o momento mais esperado da parada da regata volta ao mundo, os principais hotéis de Itajaí registram de 90% a 100% de ocupação. É o dobro de reservas em comparação com o movimento normal para esta época do ano, e um parâmetro para medir a importância econômica do turismo que vem junto com a Fórmula 1 dos Mares.
De acordo com o presidente do sindicato dos hoteleiros em Itajaí, Aldo Sandri, desde a primeira passagem da regata por Itajaí, há seis anos, a quantidade de leitos acima de três estrelas quadruplicou. Hoje a cidade tem 38 hoteis e seis mil leitos _ o suficiente para atender equipes e visitantes vindos de todo o mundo.
Na primeira edição da Itajaí Stopover (a parada de Itajaí), 80% dos estrangeiros que vieram com a regata se hospedaram em Balneário Camboriú, que tem a maior rede hoteleira do Estado. O percentual inverteu desde então. Além de membros do staff da regata, há jornalistas internacionais e turistas vindos de países como Polônia e Canadá.
A rede hoteleira de Itajaí se adaptou à demanda dos estrangeiros. No hotel administrado por Sandri, por exemplo, há funcionários fluentes em inglês, espanhol, italiano e francês permanentemente. Os últimos seis hotéis inaugurados na cidade pertencem a grandes redes internacionais, o que ajudou a elevar o padrão dos serviços e a consolidar o destino.
Pela água
Além da hospedagem convencional, outro tipo de pernoite teve um upgrade importante durante a regata. A Marina Itajaí já recebeu 30 embarcações para a despedida da Volvo Ocean Race. São especialmente veleiros, vindos de diversos estados do país e de lugares tão distantes quanto a Austrália. Todos permanecem até domingo.