Manuel Carlos Maia de Oliveira: “O futuro de Itajaí está no mar”

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O empresário Manuel Carlos Maia de Oliveira, que construiu e administra a Marina Itajaí, recebe amanhã à noite o Troféu Empresário do Ano da Associação Empresarial de Itajaí (ACII), no jantar que comemora os 89 anos da entidade. Engenheiro civil, ele nasceu no Rio de Janeiro e escolheu Santa Catarina para viver. Aos 64 anos, divide-se entre os negócios em Joinville, onde mantém sua construtora, e Itajaí. Em entrevista à coluna, falou sobre mercado náutico e o modelo de negócios em parceria com o poder público que experimenta com a marina.

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O que o levou a investir no mercado náutico?

A cidade de Itajaí. Eu já havia construído o Centro de Eventos e algumas creches, sempre gostei muito da cidade e achei bem administrada. Quando surgiu a oportunidade da concorrência para a marina, apostei no projeto. Já temos outra parceria público-privada (PPP), que é a administração da Expoville, em Joinville. Tínhamos experiência com complexo turístico, mas no setor náutico ainda não. Então estudamos bastante, viajamos, e acompanhamos as tendências nesse mercado no Brasil e no exterior.

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O modelo de PPP funciona?

Qualquer empreendimento no Brasil é muito difícil, imagina então quando envolve o setor público. Aparecem surpresas, regras que mudam no meio do caminho. Não podemos esperar que o poder público faça os investimentos, e daqui para a frente esse modelo será uma tendência. Mas é preciso que as regras fiquem mais claras.

Qual a perspectiva para o mercado náutico?

Há muito espaço no Brasil. Se a gente imaginar o tamanho da costa e o número de marinas existentes no país, é insignificante. O mercado tem tudo para crescer com a estabilização da economia. Em Santa Catarina tivemos incentivo para a instalação de estaleiros através do (programa) Pronautica, e isso trouxe mais indústrias, uma divulgação maior, mais oferta. As pessoas passaram a conhecer mais esse mercado.

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Qual o futuro para a economia de Itajaí?

Itajaí tem vocação para o mar. Temos o maior porto pesqueiro do país, uma indústria náutica consagrada, o que faltava era buscar o turismo náutico. Isso começou com os transatlânticos, com a vinda das regatas internacionais. Temos uma economia bem equilibrada, mas com certeza o futuro está no mar.