A participação na Feira de Turismo da América Latina (FIT), em Buenos Aires, trouxe perspectivas ao trade sobre o reflexo da crise argentina no turismo catarinense. Entre governo e empresários há uma leitura diferente de cenários _ para o trade, há possibilidade de uma queda de 35% na chegada de argentinos, uma perda significativa. Já o secretário de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, Valdir Walendowsky, acredita que a estabilidade da moeda brasileira, em comparação com a do país vizinho, será um indutor de turismo. Mas tanto mercado quanto governo acreditam que será possível ter um verão com números positivos, apesar da crise.
Walendowsky participou, junto com o ministro do Turismo, Vinícius Lummertz, de duas reuniões com o ministério do turismo argentino. A última delas, na Embaixada Brasileira em Buenos Aires, com a participação de operadores brasileiros. Para o secretário, a inflação de 40% no país vizinho pode tornar o Brasil um destino ainda mais atraente, em especial para turistas que passariam as férias em Cancún, no México, ou no Caribe.
Otimista, Walendowsky diz que há um indicativo de aumento no número de turistas chilenos e uruguaios em Santa Catarina, o que também poderia compensar uma eventual perda dos argentinos. Duas companhias aéreas devem oferecer voos da capital chilena, Santiago, a Florianópolis no verão.
A vice-presidente do Convention & Visitors Bureau de Balneário Camboriú, Margot Libório, diz que o período ainda é de incertezas _ inclusive no mercado interno, que pode ser afetado pela situação política do país. A expectativa é que o conjunto de ações de promoção do destino turístico seja capaz de driblar as dificuldades.
O projeto Visite BC e Região, capitaneado pelo Convention, passou este ano por 11 cidades no Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste do país, além de Paraguai, Argentina, Uruguai e Chile. Ainda em outubro, a iniciativa passará por Peru e Colômbia.