Garantida por ordem judicial, nem mesmo a chuva atrapalha a Parada da Diversidade de Balneário Camboriú neste domingo. O evento reúne uma multidão, que seguirá pela Avenida Atlântica, da Barra Sul até a Praça Almirante Tamandaré. Entre as atrações do evento está a drag queen Tchaka, que abriu este ano a 22ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo.
O compromisso com a defesa dos direitos dos LGBTs é a maior aposta da parada, que reúne desde o grupo Mães pela Diversidade, que atua em todo o país, até um grupo da Igreja Apostólica Acolhidos por Cristo, de Florianópolis, que foi criada por dissidentes da Assembleia de Deus.
A Parada da Diversidade enfrentou este ano, mais uma vez, a negativa da prefeitura de Balneário Camboriú em autorizar e apoiar o evento. Um dos motivos alegados foi o transtorno ao trânsito. O secretário de Turismo, Miro Teixeira, disse que não há interesse do município em sediar a parada.
Na quarta-feira a juíza Adriana Lisbôa, da Vara da Fazenda Pública de Balneário Camboriú, concedeu um mandado de segurança obrigando a prefeitura a autorizar a parada e prestar apoio à segurança do evento. No despacho, a magistrada disse que o município não poderia fazer distinção entre eventos ou manifestações na Avenida Atlântica.
O promotor Jean Forest, da 10ª Promotoria de Justiça de Balneário Camboriú, instaurou um inquérito para apurar se houve discriminação na negativa da prefeitura. Se comprovar tratamento desigual, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pode entrar com processo por improbidade administrativa.