A pesca industrial poderá ficar sem cota de tainha na próxima safra. Ocorre que os barcos capturaram o dobro do permitido pela cota este ano, e por isso, em tese, teriam que compensar o excesso no ano que vem. O problema ocorreu devido ao atraso na emissão de dados de captura _ o que levou os próprios armadores a suspenderem a pescaria.
O Ministério do Meio Ambiente tenta equalizar a questão, mas as reuniões sobre o assunto têm sido tensas em Brasília. A tendência é compensar a captura excessiva, mas os armadores da pesca industrial se sentem injustiçados por um problema de sistema.
A cota total permitida para a frota industrial e a de emalhe anilhado, juntas, era de 3,4 mil toneladas. Devido ao atraso na contagem, a pesca industrial capturou duas vezes o que poderia pescar.