Pesquisadores integram expedição inédita no Hemisfério Sul em busca de minérios no fundo do mar

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Onze pesquisadores da Univali estão a bordo da primeira expedição já feita no Hemisfério Sul para avaliar, com um robô-submarino, as condições ambientais do Elevado Rio Grande, uma cordilheira submersa que fica há mais de mil quilômetros da costa, entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Coordenada pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), a missão faz parte do trabalho de prospecção para exploração de minérios nas profundezas do Oceano Atlântico.

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A coordenação do grupo da Univali é do professor e pesquisador José Angel Peres. A equipe partiu há 10 dias de Itajaí, a bordo do navio de pesquisa oceanográfico Vital de Oliveira, da Marinha – um laboratório flutuante.

A parceria do Serviço Geológico do Brasil com a Univali é específica para avaliar o meio-ambiente da cordilheira: quais as características do fundo do mar, se existem organismos vivendo ali, e como eles se distribuem. Essa fase é essencial para indicar qual o impacto ambiental de uma eventual mineração. As fases preliminares de estudo, desde 2009, indicam que o Elevado Rio Grande possa ter concentrações de níquel, platina, manganês, tálio, telúrio e cobalto, um tipo de minério valioso e que não é fácil de encontrar na superfície.

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O Elevado Rio Grande fica em águas internacionais, regidas pela Autoridade Internacional de Fundos Marinhos (Isba), um órgão vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU) que estabelece regras para a exploração. O Brasil conseguiu a primeira autorização exclusiva para as prospecções no mares do Sul, em uma área de 3 mil quilômetros quadrados. É o quarto contrato desse tipo no mundo – os países que estão envolvidos nesse tipo de pesquisa incluem Rússia, Noruega, França, China, Alemanha, Japão e Coreia do Sul.

Prospecção

O acordo internacional feito pelo Brasil é válido por 15 anos. O coordenador executivo da Divisão de Geologia Marinha da CPRM, oceanógrafo Ivo Pessanha, diz que durante esse período será possível verificar as condições do Elevado Rio Grande, enquanto se avança na pesquisa de teores dos minerais que existem na área. Ao final, os pesquisadores terão uma ideia mais clara de onde estão as maiores concentrações, e quais áreas demandam mais cuidado.

A bordo da expedição estão 19 pesquisadores da área biológica e seis operadores do ROV, o robô utilizado nas avaliações, que pertence à Marinha. O equipamento capta imagens a até 4 mil metros de profundidade.