Polícia descobre esquema que sonegou R$ 1,5 milhão com caminhões fraudados em Itajaí

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Um ano e meio de investigações levaram a Polícia Civil à descoberta de uma organização criminosa que sonegou pelo menos R$ 1,5 milhão em impostos por meio de um esquema de fabricação clandestina e venda de semirreboques para caminhões, em Itajaí. Nesta segunda-feira a Divisão de Investigações Criminais de Itajaí (DIC) cumpriu as últimas diligências para identificar os envolvidos. Até agora, 15 pessoas foram indiciadas.

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Ao todo, 100 caminhões que circulam em oito estados diferentes, e que usariam os semirreboques que são alvo da investigação, foram bloqueados administrativamente pelos órgãos de trânsito, a pedido da polícia de Santa Catarina. Eles não poderão ser negociados até o término das apurações.

Os semirreboques são as carretas dos caminhões, e demandam autorização especial para fabricação. Segundo o delegado Weydson da Silva, responsável pelo caso, o esquema consistia na emissão de notas fiscais falsas, por quatro empresas diferentes, com valores muito abaixo do preço de mercado dos semirreboques. Desta maneira, o grupo sonegava valores de ICMS.

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As notas foram emitidas por empresas não autorizadas para fabricação desse tipo de equipamento, em nome de diferentes marcas. As notas apresentava valores entre R$ 600 e R$ 1 mil para semirreboques de três e quatro eixos, cujo valor de mercado ultrapassa R$ 100 mil. O imposto que incide sobre a venda é de 17%.

Para enganar o fisco, a primeira venda do equipamento era para membros da organização, com declarações falsas de residência. Segundo a polícia, os membros da quadrilha vivem no Paraná, a maioria na cidade de Cascavel, e em diversos municípios de Santa Catarina. Todos declaravam ser moradores de Itajaí.

Após a primeira “venda" do semirreboque com valor irrisório, o veículo era novamente colocado à venda, agora com o preço de mercado _ e com lucro para a quadrilha. A polícia, agora, busca descobrir se o esquema incluía outros tipos de crimes.

_ Há possibilidade de serem veículos furtados e roubados, que se utilizavam dessas notas pra passar por zero quilômetro. Pode ser ainda que parte desses semirreboques sequer existam _ diz o delegado.

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O grupo chegou a emplacar 15 semirreboques por semana. Segundo o delegado, os criminosos valiam-se do sistema do Detran, que não exige vistoria para emplacamento de veículos novos.

Os crimes investigados incluem falsidade ideológica, uso de documentos falsos, adulteração de sinais identificadores de veículos, crime contra a ordem tributária e de lavagem de dinheiro. A DIC Itajaí vai agora trabalhar em parceria com a Receita Estadual para aprofundar as investigações sobre sonegação e fraude fiscal.