Primeira velejadora a dar a volta ao mundo sozinha é inspiração na Volvo Ocean Race

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Entre os 64 velejadores que correm a Volvo Ocean Race estão alguns dos melhores e mais premiados atletas do mundo. Mas poucos têm uma história tão inspiradora quanto a da britânica Dee Caffari, comandante do barco Turn The Tide On Plastic. É a única mulher nessa posição _ e um dos currículos mais impressionantes da prova.

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Dee já completou seis voltas ao redor do mundo velejando. Foi a primeira mulher a velejar sozinha, e sem parar, todos os mares do planeta por três vezes. Quando não está envolvida em alguma aventura, encontra tempo para palestras e ações de caridade.

Aliás, ela não comanda um barco qualquer. O Turn The Tide On Plastic é embaixador da campanha Mares Limpos, da Organização das Nações Unidas (ONU). E tem a única tripulação em que metade dos velejadores são mulheres. As questões relacionadas a gênero e igualdade também estão na pauta de Dee Caffari.

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Em entrevista à coluna, a britânica falou sobre sua experiência na regata, e o que espera para sua jovem tripulação _ a menor média de idade da competição.

Como é ser uma mulher no comando de uma equipe na Volvo Ocean Race?

Espero que estejamos construindo um legado. Desde o time SCA, na última edição (2014-2015), que era uma equipe totalmente feminina, nós fizemos diferença, com as regras mudando para incentivar a participação feminina, e agora vemos todos os barcos com uma tripulação mista. Eu tive cinco garotas e cinco rapazes no barco a cada perna, e não há nenhuma diferença entre eles. O que estamos tentado fazer é mostrar às pessoas que o que importa são as habilidades na vela, não importa se são homens ou mulheres. Ainda sou a única comandante mulher, mas vejo que é nossa responsabilidade agora mostrar às garotas, às mulheres, que elas podem vir para o esporte e que há oportunidades iguais. Nem sempre é fácil, mas estamos crescendo como equipe e em habilidades. Esperamos que isso nos traga resultados.

Você tem mais experiência que muitos atletas homens, inclusive na travessia do Cabo Horn. Como foram essas travessias?

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É algo que fica com você, eu lembro de cada volta ao mundo. Ter essa experiência e trabalhar com uma equipe jovem faz com que eles confiem em mim. Eu me lembro da primeira vez que dei a volta ao mundo sozinha e pensei _ o que estou fazendo? Vamos aprendendo, e a experiência nos dá sabedoria e confiança. É o que quero para o time, que as pessoas que façam isso pela primeira vez tenham confiança, alegria e sucesso.

Vale a pena levar a mensagem junto com o barco?

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É muito legal. Estou carregando uma preocupação e uma paixão genuína que nós temos. O mar é nosso playground e nosso escritório, somos privilegiados em levar essa mensagem a 12 cidades pelo mundo durante a Volvo Ocean Race. Estamos tentando encorajar a mudança. Itajaí assinou com o (projeto da ONU) Clean Seas, e isso é fantástico. Leva tempo, mas quando todo mundo se compromete a fazer algo ainda que pequeno, chegamos a algo grande.