A tendência à verticalização em Balneário Camboriú chegou até o cemitério. A Câmara de Vereadores vota hoje, em sessão extraordinária, um projeto de lei que autoriza a prefeitura a licitar a construção de um cemitério vertical. A proposta foi encaminhada em regime de urgência: hoje há apenas seis vagas para sepultamento no Cemitério da Barra _ o único na cidade.
O espaço reservado para o cemitério vertical fica em uma área de ampliação anexada no ano passado, onde poderiam ser abertas 100 novas sepulturas convencionais. No mesmo espaço, o cemitério vertical poderia, em tese, abrir mais de 700 novas vagas.
Cemitérios verticais já são utilizados há tempos em outras cidades no Estado, como Blumenau. A ideia é que o modelo a ser usado em Balneário Camboriú esteja adaptado a novas tecnologias de decomposição, que evitam que o chorume chegue até o solo e contamine o lençol freático _ um dos principais problemas nos cemitérios que estão ao nível do mar.
A superlotação no Cemitério da Barra não é novidade. No ano passado o município construiu um ossuário e passou a transferir para lá as ossadas que estão em túmulos abandonados. O processo, no entanto, depende de autorização da família e se revelou mais lento do que o esperado _ até agora, foram apenas 25 exumações. A capacidade do ossuário é para 80 pessoas.
Crematório
Além do cemitério vertical, a nova lei de regulamentação de cemitérios em Balneário Camboriú propõe-se a corrigir um equívoco histórico: a legislação, de 1974, não permite a instalação de crematórios. O Crematório Vaticano, o primeiro no Estado, inaugurado em 2007 na cidade, dependeu de uma autorização judicial para funcionar.
Com a criação de crematórios prevista em lei, a prefeitura deverá, no futuro, firmar convênios de cremação para a população de baixa renda _ o que reduziria a demanda por vagas no Cemitério da Barra.