A Fundação Cultura de Itajaí apresentou nesta terça-feira (2) a programação da 6ª edição do Festival de Teatro Toni Cunha, que este ano ocorre de 1º a 12 de maio. Reconhecido como um dos maiores festivais do Estado, este ano o evento ganhou um novo adjetivo: resistência.
A palavra foi citada por artistas, organizadores e curadores, e o motivo é a aposta de Itajaí em ampliar seu Festival de Teatro num momento em que os festivais brasileiros encontram dificuldade de financiamento. O resultado foi um número recorde de inscrições, com 535 projetos de todo o país – entre eles, grandes produções.
O presidente da Fundação Cultural, Normélio Weber, diz que chamou atenção da curadoria a presença, entre os inscritos, de grupos consagrados no país, que costumam se apresentar como convidados nas mostras teatrais. O resultado é que, este ano o Festival de Teatro Toni Cunha contará com gigantes como Grace Passô, uma das atrizes e dramaturgas mais premiadas do país, e o produtor Marcio Abreu. Grupos de expressão nacional como o Galpão e a Companhia Brasileira de Teatro integram a programação.
Denise da Luz, coordenadora do Festival, chama atenção para as temáticas que serão trabalhadas pelos grupos, que incluem racismo, gênero, povos indígenas e a fome. Serão 20 apresentações, 30% a mais do que na última edição, em 2017 (o festival é bianual).
O orçamento do Festival de Teatro Toni Cunha é de R$ 400 mil, com parte da verba captada por meio da Lei Rouanet. A expectativa é que espetáculos atraiam público de 6 mil pessoas.
