Testemunhas de acusação são as primeiras a depor no júri de PM preso por feminicídio em Itapema

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Karla estava lotada na delegacia de Correia Pinto, e seria transferida para o Litoral (foto: Reprodução)

Quatro testemunhas de acusação foram as primeiras a serem ouvidas, na manhã desta quinta-feira (20), no júri popular do policial militar Fernando Palhano Lopes, 54 anos, que ocorre em Itapema. Ele é acusado de ter matado a mulher, a policial civil Karla Silva de Sá Lopes, em dezembro de 2017.

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Uma testemunha de defesa também foi ouvida antes do intervalo, que iniciou por volta de 12h30min. Durante tarde está previsto o interrogatório do policial, e os debates entre defesa e acusação, até a decisão do júri e a sentença do juiz . Não há prazo para o término do julgamento.

Lopes foi acusado por homicídio triplamente qualificado – feminicídio, assassinato por motivo torpe e surpresa. Ele está preso, desde o crime, no 12º Batalhão da PM, em Balneário Camboriú.

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Relembre o caso

Lopes denunciou o desaparecimento da mulher, Karla, em 6 de dezembro de 2017. Ele disse que ela teria saído para caminhar na praia, pela manhã, e não voltou.

No dia seguinte, ela foi encontrada morta e enterrada na Praia de Taquaras, em Balneário Camboriú, com uma marca de tiro na cabeça. Para a polícia, Lopes teria atirado contra a mulher, em Itapema, durante uma discussão. Os dois estavam juntos há 10 anos.

Lopes teria confessado o crime a um capitão da Polícia Militar, e desenhado um mapa indicando o local onde enterrou Karla. Foi com base nessas informações que a PM chegou ao corpo da policial civil.

A defesa, no entanto, deve apresentar outra versão para o caso. O advogado Luiz Eduardo Cleto Righetto diz que Lopes nega a confissão feita ao capitão da PM. Segundo ele, o policial afirma ter dito que "teria feito uma besteira", por ter deixado que Karla caminhasse sozinha na orla.

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A policial civil era natural de Lages, e trabalhava na delegacia de Correia Pinto. Ela estava em processo de transferência para o Litoral. Karla tinha deixou um filho, que tinha 13 anos quando ela morreu.

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