Ex-prefeito é condenado por doação irregular de terreno

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A Justiça de São Miguel do Oeste condenou por improbidade administrativa o ex-prefeito da cidade, João Carlos Valar, o ex-vice-prefeito Moacir Martello e o ex-diretor de Planejamento, Flávio Ramos. O motivo foi a doação irregular de terrenos que beneficiou quatro servidores municipais, o que teria causado prejuízo ao erário público. Os servidores também foram condenados.

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A juíza Aline Mendes de Godoy condenou os três agentes públicos e os quatro servidores ao ressarcimento do dano causado e multa de três vezes ao valor do dano, a ser calculado na liquidação da ação, além da perda da função pública de quem ainda a estiver exercendo. Também foram condenados à perda dos direitos políticos por cinco anos para os agentes públicos e oito para os servidores. Também houve proibição de contratação com o poder público ou incentivos fiscais por prazo de cinco anos para os agentes públicos e dez anos para os servidores. Os imóveis terão que desocupados.

De acordo com a sentença o município doou uma área para a Cooperativa Regional de Habitação em 2002 e acabou retomando os imóveis em 2006, alegando descumprimento das condições. No entanto, segundo a justiça, houve negligência dos agentes públicos pois os imóveis não foram registrados pelo município e houve a autorização da construção de quatro casas em área comum do loteamento, sem observar as formalidades legais de doação.

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 João Valar disse ao Diário Catarinense que essa questão deveria ser tratada com o advogado Alessandro Tiesca Pereira. O advogado informou que vai tomar as medidas cabíveis, recorrendo da decisão.

O site da rede Peperi divulgou que os agentes públicos afirmaram que o imóvel foi doado para a cooperativa e que o registro estava em nome da mesma e por isso seria impossível terem feito a doação, não existindo documento nesse sentido.