Jaraguá do Sul: a cidade mais segura do Brasil

Compartilhe:

Jaraguá do Sul vem sendo destacada desde o ano passado como a cidade mais segura do Brasil. Na série sobre os desafios da segurança, o Fantástico a citou ontem pelo feito. Do lado oposto, citou Altamira, no Pará, como a mais perigosa. A reportagem é da catarinense Sônia Bridi e de Paulo Zero.

Continua após a publicidade

Os dados que apontam Jaraguá do Sul com resultados na segurança pública são do Atlas da Violência, com índices de 2015. A marca é surpreendente: Jaraguá teve taxa de 3,7 mortes para o grupo de 100 mil habitantes.

Só para comparar, Florianópolis teve em 2017 a taxa de 30,7 mortes por grupo de 100 mil habitantes – o número é próximo ao do Rio de Janeiro, de 32,5 mortes por 100 mil habitantes.

Continua após a publicidade

Escolaridade alta, jovens ocupados desde cedo, infraestrutura boa, participação comunitária, alto número de empregabilidade são alguns dos pontos destacados para os jaraguaenses. O município tem 170,8 mil habitantes.

"O diferencial aqui é o envolvimento das pessoas", diz comandante

Nesta segunda-feira, o DC conversou por telefone com o comandante do 14º Batalhão da Polícia Militar de Jaraguá do Sul, tenente-coronel Gildo Martins de Andrade Filho:

Muita repercussão com a reportagem do Fantástico?

Continua após a publicidade

Desde o ano passado há reportagens que destacam Jaraguá do Sul como a cidade mais segura do Brasil e esta também já tem muita repercussão. Muitos apoiando e outros nem tanto achando que isso pode ser ruim para cidade, que pode atrair maus elementos. Eu particularmente não acredito nisso e vejo com bons olhos, que vamos atrair mais pessoas de bem.

O que o senhor destaca para esse resultado de Jaraguá?

Continua após a publicidade

Jaraguá do Sul não é só polícia. Seria petulância apontar só a polícia e sim o Judiciário, Ministério Público, comunidade, entidades de serviços, empresários, imprensa, a prefeitura… Já vi reportagens dizendo que a polícia prende e o Judiciário solta. Aqui não é essa a realidade. Temos um alto número de condenações pelo tribunal do júri, nas audiências de custódia o preso tem certeza que em via de regra ele está preso.

O senhor trabalha há quantos anos em Jaraguá e o que mais chama a atenção?

Continua após a publicidade

Sou de Florianópolis, estou em Jaraguá do Sul há 13 anos. A limpeza chama a atenção. Você não vê sofá, garrafa pet em rios ou bituca de cigarro nas ruas. Temos uma parceria com o município para fiscalizar ambulantes, o trânsito e até 250 presos do regime semiaberto.

A comunidade participa da segurança?

Continua após a publicidade

As principais ligações que recebemos no 190 são do pessoal ligando para averiguação, atitude suspeita. Eu sempre digo: o diferencial aqui é o envolvimento das pessoas, do coletivo.

​​​​Leia mais notícias e análises de Diogo Vargas​​​