Sargento catarinense participa das negociações em movimento da PM no Rio Grande do Norte

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O sargento da Polícia Militar catarinense, Elisandro Lotin, presidente da Associação Nacional dos Praças (Anaspra) está em Natal, no Rio Grande do Norte, desde domingo. O Estado passa por crise de segurança pública há três semanas em razão de movimento de policiais militares e civis, que estão em suas bases e pouco saem às ruas para o atendimento de ocorrências – eles reivindicam pagamento de salários atrasados e melhores condições de trabalho.

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Lotin representa a Anaspra e participa desde segunda-feira das reuniões de negociação com o governo do Estado do Rio Grande do Norte. Por telefone, ele comentou alguns pontos do impasse e disse que a situação está indefinida. Lotin também fez um alerta sobre a condição de trabalho dos PMs em Santa Catarina. Confira alguns trechos sobre a passagem do policial em Natal:

Primeira impressão:

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“O povo está apavorado, as pessoas estão com medo nas ruas. Os policiais estão nos quarteis e apenas algumas ocorrências estão sendo atendidas. Se ligar para o 190 não tem viatura”.

Exército

“Vi alguns caminhões do Exército nas ruas, mas eles não abordam, não atendem ocorrências. Estão fazendo um ostensivo”.

Condições de trabalho

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“A PM está com salários atrasados há três meses, sem concurso público há 13 anos. Nunca vi situação de penúria tão grande e olha que ando por todo o Brasil. As viaturas estão caindo aos pedaços, sem freio, sem pneus e com licenciamentos vencidos há cinco anos. A sala do comandante do 4º Batalhão aqui é pior que a sala em que estava preso o soldado Mota (autor da morte do surfista Ricardinho) em Joinville”.

Violência

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“Aqui tem facção, assim como tem em SC. Ontem fui num enterro de um PM de folga executado com nove tiros pelas costas. A violência cresceu significativamente nos últimos 10 anos”.

Alerta para Santa Catarina

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“Na minha opinião isso aqui é um alerta para Santa Catarina. Temos sim uma condição diferenciada de salários, mas fica o alerta das condições de trabalho. A frota da PM de Santa Catarina está ultrapassada, temos deficiências de colete e precisamos de armamento mais moderno”.