“A grande questão do Prêmio Excelência é o diagnóstico”, diz presidente do ExcelênciaSC

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Quanto melhor a qualidade da gestão empresarial, melhores são os resultados. Por isso mais de 2 mil empresas e instituições do Estado participam de atividades do Movimento Catarinense pela Excelência (ExcelênciaSC). E entre as que participam do programa de qualidade do movimento, 12 serão premiadas nesta terça-feira, em evento às 19h, no Sesc Cacupe. Entre os destaques os premiados deste ano estão microempresas e sindicatos, informa a presidente do ExcelênciaSC, Maria Carolina Linhares.

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O que diferencia o Prêmio Excelência deste ano?

Maria Carolina Linhares: O nosso prêmio acontece todos os anos. Este ano, um diferencial é que, de fato, entraram mais microempresas e foi mais disseminado em termos de Estado. Temos empresas premiadas do Oeste, Extremo-Oeste e Norte.  Desta vez, também vamos premiar dois sindicatos industriais. Nós temos um projeto junto à Federação das Indústrias (Fiesc) que é implementação da excelência em gestão. A federação tem mais de 100 sindicatos e 80 estão participando desse projeto. Um sindicato conseguiu 250 pontos, o que é um nível de gestão de médio para alto. Um outro obteve 125 pontos. Temos os níveis de pontuação 125, 250, 500 e 750. Então, para esse período em que os sindicatos estão passando por uma mudança estrutural muito grande por conta do fim da contribuição sindical, ver um sindicato com modelo de gestão é um marco importante. Isso inspira outros a participar. Outra coisa. A gente vê microempresas participando da premiação para fortalecer seu modelo de gestão. Eu afirmo que a premiação é só um grande momento de celebração. O diferencial do prêmio Excelência é a avaliação da gestão considerando os fundamentos difundidos pela Fundação Nacional da Qualidade.

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É um prêmio complexo. Quais são os critérios?

Maria Carolina: Basicamente é uma pesquisa de gestão dentro dos critérios em que o modelo de excelência prevalece. Alguns critérios importantes são inovação, liderança transformadora e visão sistêmica. Dentro disso há perguntas que identificam o grau de maturidade da empresa. Por exemplo: liderança transformadora. Há perguntas que são feitas para executivos para saber se a empresa pratica isso e é dada uma pontuação. Você chega a um valor para esse critério e soma com os outros. A grande questão do prêmio Excelência é o diagnóstico. A empresa tem oportunidade de se questionar sobre as práticas que desenvolve e recebe o feedback. É um critério extremamente qualitativo e com base em percentuais. 

 

Qual é o objetivo principal das empresas que participam?

Maria Carolina: É ter um diagnóstico da gestão que desenvolve com base num modelo de qualidade. Ela recebe os avaliadores do movimento que fazem esse diagnóstico, recebe o relatório de como ficou e uma devolutiva. Temos uma empresa que nunca participou do Excelência, decidiu avaliar a gestão e vai ser premiada.

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Como é o projeto da coopercentral?

Maria Carolina: Nós desenvolvermos um projeto com a Coopercental Aurora Alimentos por solicitação dela, para marcar os 50 anos de atuação da cooperativa. É para melhorar o modelo de gestão de granjas e outros negócios de associados. Por isso esses produtores hoje sabem o que é inovação, liderança transformadora e visão sistêmica.

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A consultoria do Excelência é acessível?

Maria Carolina: É um modelo de gestão padronizado. A empresa aplica e a gestão vai para outro nível, cresce. Há o investimento das visitas, para geração de relatórios e diagnóstico. Mas é um  investimento muito inferior ao que seria pago a um consultor de mercado.  

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