Apesar do fim do acordo com a Boeing, projetos da Embraer em SC devem continuar

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O maior jato comercial da Embraer é o 195 E2 (foto), que pode levar de 120 a 146 passageiros Foto: Embraer, divulgação

O anúncio da americana Boeing de suspender o acordo com a Embraer e, assim, se livrar de uma aquisição de US$ 4,2 bilhões (mais de R$ 23 bilhões) surpreendeu e desagradou a companhia brasileira. A alegação da Boeing foi de que a decisão foi tomada porque a brasileira não cumprir sua parte na burocracia do processo, o que a Embraer nega.

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Mas a mídia americana destaca que pesaram para a decisão as crises enfrentadas pela Boeing. A empresa teve perdas devido ao fracasso do avião 737 Max, por isso fechou 2019 com prejuízo de US$ 636 milhões. Além disso, agora tem a crise do coronavírus, muito maior, que implicou numa série de pedidos de suspensão de contratos e com o fato de a pandemia atingir o setor de viagens, o que desvaloriza o negócio no curto e médio prazo.

A Embraer terá que encontrar solução para custear investimento de quase meio bilhão de reais que fez para fazer essa fusão com a americana, mas tem a sua força de mercado. É a terceira maior companhia aérea do mundo, tem alta credibilidade e em função da crise mundial, a venda de jatos menores, que é o seu forte, pode ser mais atrativa. Ela poderá obter recursos no Brasil ou buscar um sócio internacional, onde os mais cotados são os chineses.

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Santa Catarina tem interesse especial no êxito da Embraer porque, além de ser uma forte companhia brasileira, conta com um centro de engenharia e tecnologia em Florianópolis, onde engenheiros pesquisam sistemas de automação aeronáuticos, tecnologia que é estratégica para esse tipo de industria. Além disso, a Embraer e a WEG estão pesquisando tecnologias para o lançamento de avião movido totalmente à eletricidade. A Fundação Certi, da Capital, também é parceira da Embraer em projetos de pesquisas. A expectativa é de que todos esses projetos continuem por serem em inovação estratégica.