Após demissão de Pedro Parente, ações da Petrobras caem e da BRF sobem

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O mercado vê, com a saída de Pedro Parente, o pior cenário para a Petrobras. Para os investidores, isso pode levar o governo federal a retomar a interferência política nos preços da companhia, o que já deu errado, impede o equilíbrio financeiro da empresa e gera conta que precisa ser paga tanto pelos acionistas quanto pela população. Hoje, após o anúncio da decisão do ex-ministro, em carta ao presidente Michel Temer, as ações da petroleira derreteram e as negociações das mesmas foram interrompidas duas vezes. Às 14h, os papéis PN da Petrobras caíam 15,70 e os ON, 15,64. 

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Em contrapartida, as ações da BRF, dona da Sadia e Perdigão, da qual Parente é presidente do conselho de administração, tiveram forte alta com a notícia. Às 14h, os papéis tinham alta de 8,17%. Um dos executivos de maior credibilidade do país, Parente foi escolhido para suceder Abilio Diniz dia 26 de abril no meio da maior crise enfrentada pela gigante catarinense de alimentos, quando os principais acionistas decidiram afastar Diniz do comando. Desde aquela data, seguido Parente é citado como o nome para assumir a presidência executiva da empresa, cargo acumulado interinamente pelo diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Lorival Nogueira Luz Jr. desde 23 de abril, quando o então presidente-executivo da BRF, José Aurélio Drummond renunciou.  

A decisão de Parente de sair da Petrobras, por um lado, facilita para o presidente Michel Temer escolher um novo nome e fazer mais promessas políticas envolvendo preços de combustíveis. Assim, fica fácil ao governo adotar uma ruptura na política de variações quase diárias dos preços. Mas, na prática, isso gera uma conta que será paga por todos enquanto deveria ser absorvida pela dinâmica da economia. Isto porque o brasileiro ainda não entendeu que a commodity tem preço internacional que varia com seu custo lá fora e o câmbio e precisa ser pago. 

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No caso de outros setores, também essenciais, quando há um choque de petróleo ou cambial os custos maiores são absorvidos pelos setores envolvidos e pela economia. Foi assim com o preço altíssimo do milho em 2011 e 2012. A alta ficou próxima de 50% e dezenas de frigoríficos quebraram no país, inclusive em Santa Catarina, sendo comprados pelos maiores. Foi uma solução sem tirar recursos públicos da saúde e áreas sociais para subsidiar alguns setores. Agora, os caminhoneiros, só porque têm força para fazer greves, exigiram tratamento diferente. 

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