Aumento de preços, menos empregos: Fiesc alerta sobre esses e outros impactos em SC com o fim da escala 6X1

O custo do trabalho para as empresas terá aumento médio de 11,4% e os pequenos negócios serão os mais afetados, alerta a entidade

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Entre os setores industriais em Santa Catarina que adotam escala 6X1 pelo menos em período de maior produção está o de confecções (Foto: Patrick Rodrigues, NSC, BD)

Os impactos do fim da escala de trabalho 6X1 com redução da jornada de 44 horas para 40 horas semanais no Brasil serão diferentes para setores econômicos. A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), que se manifestou contra a mudança de uma hora para outra na véspera da eleição, destaca agora, após a aprovação, que estudos da entidade apontam alta de 11,4% nos custos do trabalho e risco de extinção de 41,4 mil novos empregos em Santa Catarina. Desses, 19,1 mil seriam na indústria.

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Para a entidade, a aprovação pelo Senado Federal da PEC 221/2019 foi um equívoco e trará consequências negativas para a economia brasileira. Entre os impactos negativos para a economia de Santa Catarina, a entidade estimou recuou de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB).

“A imposição de uma mudança generalizada por via constitucional ignora a diversidade do setor produtivo e pode desequilibrar a sustentabilidade financeira das empresas. Os pequenos e médios negócios serão os mais afetados”, avalia o presidente da Fiesc, Gilberto Seleme. 

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A federação argumenta que em um cenário marcado pela escassez de mão de obra qualificada no estado, a obrigatoriedade de novas contratações tende a inviabilizar pequenos e médios negócios, além de pressionar os preços dos produtos, alimentando a inflação.

Sobre a questão específica do emprego, a entidade avalia que o aumento do custo para gerar emprego pode estimular a informalidade, com perda de vagas com carteira assinada.

O presidente da Fiesc afirmou que o setor produtivo vai repassar esses custos maiores com o trabalho para os preços de produtos e serviços. As pessoas vão sentir que no supermercado, o custo de vida no Brasil ficará mais caro.

Para a federação das indústrias do estado, é possível fazer mudança sustentável no trabalho quando são atreladas a ganhos de produtividade, inovação e automação.

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De acordo com a Fiesc, em SC as negociações coletivas entre sindicatos de empresas e de trabalhadores já contempla a possibilidade de acordos para jornadas e escalas diferenciadas, considerando as características de cada setor.